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    Redação SC Reporter
    Abordagem da PM envolvendo Fernanda Klitzke é acompanhada pelo TRE-SC

    13 de set. de 2026, 20:00

    Abordagem da PM envolvendo Fernanda Klitzke é acompanhada pelo TRE-SC

    Fernanda se manifestou após relato de agressão e disparos de balas de borracha em Santa Catarina. A PMSC afirma que ela e outras duas pessoas foram presas por ameaça e desacato.

    Os limites do uso da força em abordagens policiais estão no centro do caso envolvendo Fernanda Klitzke, em Santa Catarina. Após a divulgação de que ela sofreu agressão e foi atingida por balas de borracha durante uma ação da Polícia Militar, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) informou que acompanha a situação.

    O material disponível, porém, não esclarece quais medidas foram adotadas pelo tribunal nem o motivo de seu envolvimento. Também não permite estabelecer a sequência completa dos acontecimentos ou as circunstâncias em que os disparos teriam ocorrido.

    Segundo a apuração publicada pelo ND Mais, Fernanda se pronunciou após o episódio e condenou a violência. A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), por sua vez, afirmou que ela e outras duas pessoas foram presas por ameaçarem e desacatarem os agentes durante a abordagem. Essa é a justificativa apresentada pela corporação para as prisões, e não uma conclusão judicial sobre a conduta dos envolvidos.

    Há duas questões distintas a esclarecer: o comportamento atribuído às pessoas abordadas e a atuação dos policiais. A existência de uma suspeita de crime não dispensa a análise da necessidade e da proporcionalidade da força empregada. Da mesma forma, o relato de agressão precisa ser examinado com base nos elementos disponíveis, sem antecipar responsabilidades.

    Conhecidas popularmente como balas de borracha, munições de impacto integram o conjunto de instrumentos de menor potencial ofensivo. Essa classificação não significa ausência de risco: seu emprego pode provocar ferimentos, e as condições de utilização são relevantes para avaliar uma ocorrência. No caso de Fernanda, a apuração fornecida não informa a quantidade de disparos, a distância em que foram realizados ou a existência de avaliação médica.

    Em Santa Catarina, o policiamento ostensivo é atribuição da PMSC. Já o TRE-SC atua na organização e na fiscalização do processo eleitoral. O anúncio de acompanhamento pelo tribunal, isoladamente, não permite afirmar que o episódio tenha relação com uma eleição ou que exista procedimento formal aberto.

    A documentação apresentada também não traz o município, a data da abordagem ou informações sobre a situação das três pessoas após as prisões. Esses dados, assim como eventuais registros da ação e manifestações dos demais envolvidos, são necessários para uma compreensão mais completa do episódio.