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    Redação SC Reporter
    Atenção aos sinais silenciosos: por que o infarto feminino exige olhar mais atento

    11 de out. de 2026, 06:00

    Atenção aos sinais silenciosos: por que o infarto feminino exige olhar mais atento

    O caso de uma moradora de Santa Catarina ilustra como sintomas atípicos, como a fadiga extrema, dificultam o diagnóstico precoce do infarto em mulheres no Estado.

    Diferente da imagem clássica da dor aguda no peito, o infarto em mulheres muitas vezes se manifesta através de sinais sutis, frequentemente negligenciados tanto pelas pacientes quanto pelo sistema de saúde. O caso da catarinense Yone Reis, que enfrentou semanas de exaustão extrema antes de identificar um problema cardíaco, serve como um alerta necessário sobre a diversidade de sintomas que podem esconder uma emergência médica.

    Em Santa Catarina, especialistas reforçam que a fadiga persistente e inexplicável deve ser encarada com seriedade, especialmente quando associada a quadros de falta de ar ou desconfortos leves na região torácica. O desafio clínico reside no fato de que esses indícios são facilmente confundidos com estresse, sobrecarga de trabalho ou distúrbios respiratórios comuns, o que retarda a busca por atendimento especializado e aumenta os riscos de complicações graves a longo prazo.

    A literatura médica aponta que o sistema cardiovascular feminino apresenta particularidades anatômicas e hormonais que influenciam como a isquemia é sentida. Enquanto homens tendem a apresentar o bloqueio severo de artérias principais, mulheres possuem uma incidência maior de comprometimento na microcirculação, o que resulta em manifestações menos óbvias. Esse cenário torna o histórico familiar e o controle de fatores de risco, como hipertensão e diabetes, componentes ainda mais críticos para a prevenção.

    Para a população catarinense, a recomendação das autoridades de saúde é clara: qualquer alteração na resistência física que persista por mais de alguns dias deve motivar uma consulta cardiológica. O diagnóstico precoce é o diferencial fundamental para evitar sequelas permanentes no músculo cardíaco. Ignorar a exaustão prolongada, tratando-a apenas como cansaço cotidiano, pode ser uma decisão fatal. A conscientização sobre essas peculiaridades é o primeiro passo para reduzir as estatísticas de mortalidade feminina por doenças do coração na região, promovendo uma cultura de prevenção mais assertiva e informada nas unidades de atendimento básico de saúde.