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    Redação SC Reporter
    Ato político em Lages reflete polarização eleitoral em Santa Catarina

    11 de out. de 2026, 03:00

    Ato político em Lages reflete polarização eleitoral em Santa Catarina

    Manifestação de apoiadores do PT em frente a uma unidade da Havan em Lages gerou confronto verbal com clientes, ilustrando o clima político acirrado na Serra catarinense.

    A polarização política que marcou o cenário eleitoral brasileiro encontrou um novo episódio de tensão em Santa Catarina. Durante uma manifestação organizada por apoiadores do Partido dos Trabalhadores em frente a uma unidade da rede Havan, em Lages, na Serra catarinense, o clima de divergência ideológica se materializou em um confronto verbal entre militantes e um cliente que se encontrava no interior do estabelecimento.

    O episódio, registrado em vídeo e amplamente compartilhado nas redes sociais, expõe a forte presença do conservadorismo na região, um reduto tradicionalmente alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto o grupo de manifestantes utilizava bandeiras e cartazes para promover a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, a reação de um eleitor local, que gravou o momento rechaçando a presença do ato e reafirmando seu apoio ao número 22, evidenciou a dificuldade de diálogo entre correntes políticas opostas em espaços públicos do estado.

    Santa Catarina consolidou-se ao longo dos últimos anos como um dos estados com maior resistência ao projeto político petista. A escolha da Havan como local para o protesto não foi aleatória. O proprietário da rede, Luciano Hang, é um dos maiores entusiastas de pautas de direita no país, tornando suas lojas alvos simbólicos recorrentes para manifestações da esquerda. Esse tipo de embate não é novidade no cotidiano catarinense, onde a disputa eleitoral muitas vezes extrapola os comitês de campanha e invade o varejo e o ambiente urbano.

    O incidente em Lages reforça a necessidade de observação sobre como o comportamento dos eleitores reflete a divisão profunda do eleitorado catarinense. O caso ilustra que, mesmo após o término formal das urnas, o embate político permanece vivo na cultura local, mantendo a temperatura do debate público elevada e suscetível a episódios de intolerância e confronto direto entre cidadãos com visões de mundo divergentes.