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    Redação SC Reporter
    Ato político na UFSC mobiliza militância a poucos dias do pleito

    17 de out. de 2026, 06:00

    Ato político na UFSC mobiliza militância a poucos dias do pleito

    Deputado paulista participa de manifestação na Universidade Federal de Santa Catarina em um momento de acirramento da disputa presidencial no estado.

    O campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, foi palco de um ato político voltado ao engajamento da militância de esquerda na reta final do segundo turno das eleições presidenciais. A mobilização, que ocorreu no hall da Reitoria, contou com a presença de um parlamentar do PSOL de São Paulo, que utilizou o espaço para discursar sobre o cenário eleitoral catarinense e as expectativas para a votação.

    Durante o evento, o deputado federal buscou contrapor a imagem conservadora que historicamente caracteriza o eleitorado de Santa Catarina. Em sua fala, o parlamentar minimizou a hegemonia da direita na região e projetou um crescimento da influência de seu campo político em solo catarinense. O discurso visou mobilizar a base universitária e os apoiadores presentes, enfatizando a importância de um engajamento intensivo nos nove dias que antecediam a decisão nas urnas.

    Além das críticas direcionadas ao campo político oposto, o evento foi marcado por faixas com pautas específicas, como o posicionamento contrário ao atual cenário político estadual, e por mensagens de solidariedade internacional, citando explicitamente os vizinhos argentinos. A presença de um quadro da política nacional reforça a estratégia das frentes eleitorais de buscar bases em grandes centros universitários para reverter a desvantagem numérica nas pesquisas de intenção de voto no estado, conhecido por ser um dos maiores redutos bolsonaristas do país.

    O clima no ambiente universitário refletiu a polarização que marcou o pleito de 2022 em todo o território nacional. Enquanto o grupo buscava unificar o discurso em torno da proposta de "salvar o Brasil", a recepção da visita gerou debates acalorados sobre a influência de agentes externos na política local de Santa Catarina. A agenda faz parte do roteiro de mobilização intensiva que percorreu diversas capitais brasileiras, consolidando a estratégia de ocupação de espaços acadêmicos como centros de resistência ideológica e palco central para a disputa política e cultural que domina a agenda pública do estado nos últimos anos.