22 de set. de 2026, 18:00
Blumenau adota política de práticas restaurativas na rede pública municipal
Câmara de Vereadores aprova projeto que busca solucionar conflitos escolares por meio do diálogo e da cultura de paz, visando fortalecer o ambiente educacional em Blumenau.
O ambiente escolar da rede municipal de Blumenau passará por uma mudança estratégica na gestão de conflitos. A Câmara de Vereadores aprovou, em segundo turno nesta terça-feira (22), o Projeto de Lei 9574/2026, de autoria da vereadora Cristiane Loureiro (Podemos). A iniciativa estabelece uma política pública voltada à implementação de práticas restaurativas, focando na mediação e no diálogo como ferramentas principais para prevenir a violência e melhorar o convívio diário entre alunos, professores e comunidade.
A medida surge como uma resposta estruturada aos desafios de convivência enfrentados nas salas de aula, priorizando métodos que fogem do caráter meramente punitivo. Entre os mecanismos previstos pela legislação, destacam-se a comunicação não violenta, a realização de círculos de construção de paz, mediações escolares e escutas ativas. O objetivo central é criar um ecossistema onde a responsabilização dos envolvidos em incidentes ocorra de forma consciente, preservando vínculos e promovendo o desenvolvimento socioemocional dos estudantes.
Historicamente, Blumenau tem sido palco de debates intensos sobre a segurança e o bem-estar no sistema de ensino, especialmente diante da necessidade de integrar a rede de proteção à criança e ao adolescente com as rotinas pedagógicas. A nova norma enfatiza que essas práticas devem ser regidas pela voluntariedade e pelo respeito mútuo, transformando a resolução de problemas em um momento de aprendizado coletivo.
Para a efetivação dessas ações, a prefeitura poderá investir na capacitação continuada de profissionais da educação e na formalização de parcerias com entidades da sociedade civil. O Poder Executivo ficará responsável por planejar a execução do projeto conforme a disponibilidade orçamentária, garantindo que a cultura da paz seja incorporada ao cotidiano escolar de maneira sustentável e integrada aos princípios de proteção integral previstos em lei. A expectativa é que essa articulação reduza significativamente os episódios de indisciplina e promova um clima mais harmonioso nas instituições da cidade.
