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    Redação SC Reporter

    22 de set. de 2026, 21:00

    Camboriú adia decisão sobre nova estação de esgoto e aguarda consulta popular

    O prefeito Leonel Pavan estendeu o prazo para a Câmara de Vereadores buscar um local alternativo para a instalação da ETE, condicionando a decisão final a uma audiência pública agendada para o final de outubro.

    A gestão do saneamento básico em Camboriú vive um momento de impasse técnico e político. O prefeito Leonel Pavan concedeu uma prorrogação até o dia 30 de outubro para que o Poder Legislativo municipal apresente uma área considerada tecnicamente viável para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). A medida visa evitar desgastes com a comunidade do bairro Conde Vila Verde, onde a instalação da unidade tem gerado questionamentos por parte de alguns parlamentares.

    Atualmente, o projeto prevê que a estrutura seja erguida em um terreno cedido pelo Instituto Federal Catarinense (IFC). Segundo o Executivo, a opção foi escolhida pela ausência de recursos municipais para a aquisição de novas áreas e pela disponibilidade imediata do espaço. O custo integral da obra ficaria sob responsabilidade da concessionária Aegea, mantendo a gratuidade para os cofres públicos de Camboriú conforme o planejamento aprovado em maio deste ano.

    Para solucionar o impasse, o governo municipal decidiu aguardar os desdobramentos de uma audiência pública convocada pela Câmara de Vereadores. O encontro, que deve reunir moradores e autoridades, ocorrerá no dia 29 de outubro, na Escola Abalor Américo Madeira. Pavan reforçou, via ofício ao presidente do Legislativo, Fabiano Olegário, que o governo mantém a disposição para o diálogo institucional, mas reiterou que, na ausência de uma alternativa concreta e viável apresentada pelos vereadores dentro do novo prazo, o cronograma original que utiliza a área do IFC será retomado.

    A questão do saneamento é um dos maiores gargalos de infraestrutura em Camboriú, cidade que enfrenta crescentes desafios devido à expansão urbana. A definição do local para a ETE é vista como um passo essencial para a despoluição de recursos hídricos locais e o cumprimento de metas ambientais exigidas pelos órgãos de controle. O resultado da consulta popular deve ditar o ritmo das próximas movimentações da prefeitura neste projeto estratégico para o município.