01 de out. de 2026, 03:00
Candidata à prefeitura de Florianópolis propõe expansão de modelo de atendimento veterinário
Pri Fernandes busca levar o modelo do Hospital Veterinário Cão Orelha para outras cidades catarinenses, contando com o aval do atual prefeito Topázio Neto.
A pauta da causa animal ganha novos contornos nas eleições municipais de Florianópolis com a proposta de expansão do Hospital Veterinário Municipal Cão Orelha para outras regiões de Santa Catarina. A candidata Pri Fernandes, acompanhada pelo atual prefeito Topázio Neto, defende que o modelo de atendimento público e gratuito, que iniciou suas operações no bairro Itacorubi em abril deste ano, sirva de referência para políticas estaduais de saúde voltadas aos pets.
O equipamento público, que hoje atende a capital catarinense com consultas, exames e cirurgias de baixa complexidade, é visto pela administração municipal atual como um marco na gestão de zoonoses e bem-estar animal. Ao apoiar a proposta de Fernandes, Topázio reconhece a liderança da vereadora na articulação política que viabilizou a estrutura em Florianópolis, reforçando a ideia de que a iniciativa superou barreiras burocráticas ao oferecer suporte a famílias de baixa renda que frequentemente não conseguem custear clínicas particulares.
Historicamente, Santa Catarina carece de uma rede robusta de atendimento veterinário estatal, dependendo em grande medida de ONGs e protetores independentes para realizar o controle populacional de cães e gatos. A promessa de interiorizar esse serviço, no entanto, enfrenta desafios operacionais e fiscais. A viabilidade de levar a estrutura para outros municípios dependerá não apenas da vontade política, mas da articulação entre o governo estadual e as prefeituras parceiras, já que a gestão de saúde pública é obrigatoriamente descentralizada no Brasil.
Para o eleitor, a medida reflete uma demanda crescente por serviços públicos especializados. Enquanto o projeto piloto em Florianópolis ainda está em fase de consolidação, a proposta de expansão coloca o debate sobre o orçamento municipal para a causa animal no centro das discussões eleitorais. O desafio da próxima gestão será equilibrar a alta demanda da população com a manutenção da qualidade técnica do serviço, garantindo que o Cão Orelha não seja apenas uma ação isolada, mas o embrião de um sistema regional de proteção e saúde animal.

