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    Redação SC Reporter
    Casal mantém sozinho cantina iniciada em 1991 em Balneário Camboriú

    14 de set. de 2026, 17:30

    Casal mantém sozinho cantina iniciada em 1991 em Balneário Camboriú

    Seu Mantovani, de 84 anos, e dona Maria, de 74, dividem o preparo das massas e dos molhos e o trabalho no salão, em uma trajetória que começou quando ainda viviam da fotografia.

    Em uma cidade cuja rotina é marcada pelo turismo e pelo movimento de visitantes, uma cantina de Balneário Camboriú mantém sua operação noturna nas mãos de apenas duas pessoas. Seu Mantovani, de 84 anos, e dona Maria, de 74, assumem tanto o preparo da comida quanto o trabalho no salão. Para quem frequenta o estabelecimento, isso significa encontrar um negócio em que os próprios donos executam todas as etapas do serviço.

    Segundo a apuração publicada pelo Jornal Razão, o casal prepara as massas e os molhos sem uma equipe de apoio. A responsabilidade dos dois também se estende ao salão. Assim, o funcionamento da cantina depende diretamente da presença e do trabalho de ambos a cada noite.

    A história começou em 1991, mas a gastronomia não era a atividade que sustentava o casal naquele momento. Mantovani e Maria viviam da fotografia. Foi o aroma de uma comida, percebido na rua, que desencadeou a mudança de rumo profissional relatada na apuração. A passagem para a cozinha deu origem ao negócio que os dois seguem conduzindo.

    O ponto de partida ajuda a compreender uma trajetória construída fora de uma tradição profissional inicialmente ligada aos restaurantes. Antes de fazer das massas e dos molhos seu trabalho, eles tinham outra ocupação. A cantina passou a ocupar esse espaço e atravessou décadas sob o comando do casal.

    Esse percurso se insere em um município onde a alimentação fora de casa integra a economia do turismo. Balneário Camboriú está entre os destinos mais conhecidos do litoral catarinense, e o fluxo de visitantes contribui para uma oferta gastronômica diversificada. Nesse cenário, pequenos estabelecimentos conduzidos pelos proprietários convivem com diferentes formatos de restaurantes e serviços.

    As cantinas também encontram referências na história de Santa Catarina. A imigração italiana, especialmente a partir do século XIX, deixou marcas na culinária de diversas regiões do estado. Massas e molhos fazem parte desse repertório, embora essa associação cultural não permita atribuir ao casal uma origem familiar que a apuração não informa.

    No caso de Mantovani e Maria, o traço central é a continuidade do trabalho compartilhado. Aos 84 e 74 anos, respectivamente, eles permanecem responsáveis pela cozinha e pelo salão, mantendo uma atividade iniciada em 1991 e ainda sustentada pelo esforço dos dois.