04 de out. de 2026, 00:00
Cenário eleitoral para o Senado em Santa Catarina apresenta disputa acirrada entre quatro nomes
Levantamento recente da AtlasIntel aponta empate técnico e alta competitividade na corrida catarinense por uma vaga na Câmara Alta, com quatro candidatos pontuando acima dos 14%.
A corrida por uma cadeira no Senado Federal por Santa Catarina entra em uma fase de intensa disputa, conforme aponta a mais recente pesquisa AtlasIntel. O levantamento revela um cenário de alta competitividade, no qual quatro nomes se consolidam na liderança, mantendo-se acima da marca de 14% das intenções de voto. Esse equilíbrio nas preferências do eleitorado catarinense reflete a fragmentação das forças políticas no Estado e sinaliza que a definição da vaga ocorrerá apenas nos momentos finais do pleito.
Liderando a amostragem, Carol de Toni registra 27,7% da preferência. Logo atrás, um bloco de três postulantes apresenta números muito próximos, configurando um cenário de disputa técnica acirrada. Carlos Bolsonaro aparece com 17,5%, seguido de perto pelo experiente senador Esperidião Amin, com 17,4%. Fechando esse grupo principal, o ex-deputado Décio Lima alcança 14,1%. A metodologia utilizada pela AtlasIntel considera, para este cálculo, a soma das menções como primeira e segunda opção de voto dos entrevistados.
Para o eleitor catarinense, os dados indicam uma eleição marcada pela polarização e pela influência de nomes com forte apelo nacional. Santa Catarina historicamente apresenta um eleitorado atento às pautas do conservadorismo e da gestão pública, o que explica a presença de figuras ligadas a correntes ideológicas distintas, mas que dialogam com a base local. Com a proximidade das urnas, a estratégia de campanha desses quatro nomes deve se intensificar, focando na conquista dos eleitores indecisos e na consolidação do voto útil dentro de suas respectivas correntes políticas.
O resultado reforça a importância estratégica de Santa Catarina no xadrez político do Congresso Nacional. À medida que as datas eleitorais se aproximam, a tendência é que o debate público se concentre em pautas econômicas e estruturantes para o Estado, elementos que historicamente definem o sucesso ou o fracasso de candidaturas ao Senado em solo catarinense. A estabilidade dos números sugere que o eleitor, embora atento, ainda observa as movimentações finais antes de sacramentar sua escolha definitiva.

