21 de out. de 2026, 12:00
Concessão da BR-280 projeta investimentos bilionários e novo modelo de cobrança
O governo federal planeja conceder à iniciativa privada um trecho de 170 quilômetros da BR-280, com leilão agendado para novembro de 2027.
A infraestrutura rodoviária de Santa Catarina passará por uma transformação significativa com a inclusão de um trecho estratégico da BR-280 no plano nacional de concessões. O projeto abrange 170 quilômetros de extensão, conectando o município de Mafra, no Planalto Norte, ao importante polo portuário de São Francisco do Sul, no Litoral Norte. A iniciativa visa solucionar gargalos históricos que limitam o escoamento de cargas e afetam a mobilidade urbana na região.
O plano de concessão contempla um aporte de R$ 3,2 bilhões em obras estruturais, fundamentais para a modernização da via. A principal novidade fica por conta da implementação do sistema de pedágio eletrônico, conhecido tecnicamente como free flow. Diferente das praças tradicionais, este modelo permite a cobrança automática conforme o percurso realizado, eliminando barreiras físicas e reduzindo a retenção de veículos, uma demanda antiga de motoristas e transportadoras que utilizam o corredor logístico.
A BR-280 é vital para o desenvolvimento econômico catarinense, sendo a principal ligação entre as indústrias do interior e os terminais portuários da Baía da Babitonga. Historicamente, a via enfrenta desafios operacionais devido ao intenso tráfego de caminhões pesados e trechos com pista simples que dificultam o fluxo. A expectativa é que a transição para a gestão privada acelere a duplicação e as melhorias necessárias, que muitas vezes sofrem com a descontinuidade de verbas públicas diretas.
O cronograma oficial estabelecido pelo governo federal aponta que o leilão para definir a concessionária responsável pela operação será realizado em novembro de 2027. O sucesso da concessão é visto como um teste importante para o modelo de parceria público-privada no Estado, prevendo não apenas a pavimentação de novos segmentos, mas também a manutenção constante da malha. O projeto deve alterar drasticamente a dinâmica de custos logísticos para o setor produtivo regional, que aguarda celeridade na execução das melhorias prometidas no edital.

