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    Redação SC Reporter

    30 de out. de 2026, 10:00

    Cresce o alerta sobre fraudes judiciais que afetam catarinenses

    O avanço do 'golpe do falso advogado' em Santa Catarina exige cautela, com mais de dois mil registros de tentativa de fraude reportados à OAB/SC desde o início de ações preventivas.

    A segurança jurídica dos cidadãos catarinenses enfrenta um desafio crescente com a escalada de fraudes que se valem de informações processuais reais para enganar as partes interessadas. Desde que a OAB/SC intensificou as ações de monitoramento através da Operação Contragolpe da Ordem, a entidade já contabilizou mais de 2.012 relatos de tentativas de estelionato. Esse cenário evidencia que a criminalidade digital migrou para a exploração da confiança institucional, utilizando dados vazados ou acessíveis em plataformas públicas para conferir veracidade às abordagens.

    O modus operandi dos golpistas é desenhado para explorar a expectativa financeira das vítimas. Ao contatar pessoas com processos em andamento, os criminosos simulam a necessidade de pagamentos imediatos para a suposta liberação de precatórios ou honorários judiciais. Essa estratégia de engenharia social, que manipula a relação entre cliente e advogado, coloca em xeque não apenas o patrimônio das famílias, mas a integridade da comunicação jurídica digital. A sofisticação dos golpes reflete uma vulnerabilidade sistêmica no tratamento de dados sensíveis e na segurança das ferramentas de interação com o sistema de justiça.

    Para enfrentar esse panorama, especialistas e autoridades reforçam que a solução vai além de ações policiais isoladas. Embora a integração entre forças de segurança e órgãos de classe seja um passo fundamental para desarticular quadrilhas, é indispensável a colaboração de instituições financeiras e operadoras de telefonia no bloqueio preventivo de fraudes. A estrutura atual exige que o setor de tecnologia assuma um papel mais ativo na proteção do usuário contra o uso indevido de nomes e processos judiciais.

    Para a população, a recomendação permanece inalterada, porém mais urgente: qualquer solicitação financeira vinculada a um trâmite judicial deve ser conferida exclusivamente por meio de canais oficiais e previamente estabelecidos com o escritório de advocacia responsável. A proteção contra esse tipo de estelionato exige uma postura vigilante e a recusa imediata de pagamentos via mensagens não solicitadas. O combate a essa prática é, sobretudo, uma responsabilidade compartilhada para evitar que o acesso aos direitos básicos se transforme em prejuízos irreparáveis.