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    Redação SC Reporter
    Debate sobre fim da escala 6x1 ganha força e gera incertezas no mercado catarinense

    16 de out. de 2026, 21:00

    Debate sobre fim da escala 6x1 ganha força e gera incertezas no mercado catarinense

    A discussão sobre a redução da jornada de trabalho 6x1 movimenta o cenário econômico de Santa Catarina, levantando questionamentos sobre adaptação operacional, custos para as empresas e possíveis reflexos no custo de vida.

    O debate nacional em torno da extinção da escala de trabalho 6x1 chegou ao centro das atenções em Santa Catarina, estado que historicamente apresenta um dos menores índices de desemprego do país, mas que possui uma economia fortemente ancorada nos setores de serviços e indústria. A proposta, que visa a implementação de uma jornada mais reduzida, impõe um desafio logístico e financeiro para os empregadores locais, que buscam compreender como a reorganização das escalas afetará a produtividade e a sustentabilidade das operações.

    Especialistas em direito trabalhista e economia alertam que uma mudança tão abrupta exigiria uma reestruturação profunda nos quadros de funcionários. Para setores como o varejo e a rede de alimentação, vitais para a economia catarinense, a necessidade de contratação de novos colaboradores para cobrir as lacunas deixadas pela redução da carga horária pode pressionar a folha de pagamento. Esse aumento nos custos operacionais, caso não seja acompanhado por ganhos em eficiência ou automação, poderia, teoricamente, ser repassado ao consumidor final sob a forma de reajustes nos preços de produtos e serviços.

    Historicamente, o modelo 6x1 consolidou-se como a espinha dorsal de diversos segmentos que operam de forma contínua no estado. A transição para um modelo com menos dias de trabalho demandará uma negociação coletiva robusta, respeitando as particularidades de cada categoria profissional e a saúde financeira das empresas, especialmente as de pequeno e médio porte. Enquanto a classe trabalhadora vislumbra uma melhoria significativa na qualidade de vida e no tempo de convívio familiar, o empresariado catarinense aguarda definições claras sobre prazos de adaptação e possíveis incentivos que mitiguem o impacto de uma eventual redução na oferta de postos de trabalho.

    Por ora, a proposta segue em fase de discussões e articulações políticas. Não há, até o momento, uma data oficial ou modelo definitivo estabelecido para a transição. O cenário exige cautela por parte de todos os envolvidos, enquanto o mercado catarinense monitora as próximas votações no Congresso Nacional para planejar os próximos passos de suas rotinas produtivas.