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    Redação SC Reporter
    Decisão do STF reabre debate sobre limites de remoção de conteúdos em redes sociais

    28 de set. de 2026, 18:00

    Decisão do STF reabre debate sobre limites de remoção de conteúdos em redes sociais

    O ministro Flávio Dino revogou uma ordem monocrática que mantinha a proibição de circulação de um vídeo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, elevando a discussão sobre censura para o plenário do Supremo Tribunal Federal.

    O debate sobre os limites da liberdade de expressão e a atuação da Justiça Eleitoral ganhou novo capítulo após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubar uma decisão monocrática proferida anteriormente pelo ministro André Mendonça. O caso em questão envolve a circulação de um vídeo com teor falso atribuído ao senador Flávio Bolsonaro, que associava sua imagem a uma suposta desrespeito contra a imagem de Nossa Senhora Aparecida durante o período eleitoral.

    Ao reverter a determinação de Mendonça, que impedia a propagação do material nas redes sociais, Dino justificou a medida sob o argumento de que a manutenção da censura poderia abrir um precedente perigoso para a liberdade de comunicação no país. Segundo o magistrado, o bloqueio indiscriminado de conteúdos pode configurar uma forma de “censura em massa”, motivo pelo qual ele optou por submeter o impasse à análise colegiada dos demais ministros da Corte, buscando uma solução definitiva que harmonize o combate à desinformação com os princípios constitucionais de livre manifestação.

    A movimentação jurídica não passou despercebida pelos envolvidos. A defesa do senador Flávio Bolsonaro reagiu prontamente à nova decisão, acionando o ministro Luiz Fux com um pedido específico para que a liberação do conteúdo seja anulada. Para os advogados, a manutenção do vídeo circulando representa uma ofensa direta à honra do parlamentar e ignora medidas anteriores que apontavam a inveracidade das alegações contidas na peça publicitária.

    Este episódio reflete a tensão constante que marca o Judiciário brasileiro nos últimos anos, especialmente no que tange ao papel das plataformas digitais na mediação do discurso público. Enquanto o STF se prepara para julgar o mérito no plenário, a sociedade catarinense e o país observam como a Corte definirá, uma vez mais, a linha tênue entre o que deve ser considerado um crime de calúnia e o que é protegido sob o guarda-chuva da liberdade de expressão na era das redes sociais.