31 de out. de 2026, 19:00
Defesa de Flávio Bolsonaro questiona imparcialidade de Alexandre de Moraes
O senador Flávio Bolsonaro apresentou uma petição ao Supremo Tribunal Federal solicitando o afastamento do ministro Alexandre de Moraes de um inquérito em que é investigado.
A estratégia jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deu uma guinada ao protocolar um pedido de suspeição e impedimento contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento, que visa remover o magistrado da relatoria de um inquérito específico, traz como argumento central uma suposta conexão entre o escritório de advocacia da esposa do ministro e partes envolvidas no processo, questionando a isenção do julgador.
No epicentro dessa disputa judicial, o senador, que é investigado ao lado do advogado Willer Tomaz, busca não apenas a alteração na condução do inquérito, mas também o restabelecimento do seu direito de livre trânsito, solicitando a devolução do passaporte retido por determinação da Corte. O pedido coloca em xeque a continuidade da instrução processual sob a atual relatoria e reforça o embate constante entre parlamentares da base bolsonarista e o Poder Judiciário, um cenário que tem marcado a pauta política nacional nos últimos anos.
Para o leitor, o desdobramento ganha contornos locais relevantes, dado que Santa Catarina tem se posicionado como um dos principais redutos do eleitorado de direita e crítico às decisões do STF. O desfecho deste pedido de suspeição é aguardado com atenção, pois estabelece um precedente sobre os limites da atuação de ministros da Corte Suprema em casos que envolvem figuras centrais da política brasileira. A solicitação agora aguarda análise técnica, que deverá definir se a proximidade alegada pela defesa é suficiente para afastar o relator das investigações.
Este movimento reflete a intensificação da pressão jurídica contra os inquéritos conduzidos por Moraes, sinalizando uma nova etapa na estratégia de defesa de Flávio Bolsonaro. Enquanto a questão não é dirimida pelo plenário ou pela presidência do STF, o processo permanece sob a égide de incertezas, testando a resiliência das instituições diante de questionamentos sobre a imparcialidade de seus membros.

