14 de out. de 2026, 18:00
Deputada Júlia Zanatta repercute protesto com queima de efígie em Florianópolis
A deputada federal Júlia Zanatta comentou a manifestação ocorrida na capital catarinense, onde um boneco com sua imagem foi incinerado por manifestantes.
A política catarinense voltou a ser palco de embates ideológicos após um ato em Florianópolis resultar na queima de um boneco representando a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC). O episódio, que viralizou nas redes sociais, foi comentado pela parlamentar durante participação no programa Pânico, da Jovem Pan. Na ocasião, Zanatta adotou um tom irônico ao agradecer pela repercussão do ato, afirmando que sua atuação em Brasília não tem como objetivo angariar amizades, mas sim defender suas convicções conservadoras.
Segundo a deputada, informações preliminares sugerem que a manifestação teria contado com a participação de indivíduos vinculados à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A instituição, historicamente reconhecida por ser um centro de efervescência política e protestos estudantis no Sul do país, frequentemente torna-se ponto de convergência para grupos que se opõem às pautas da direita catarinense. O caso ilustra a polarização que marca o cenário político local, onde a exposição pública de parlamentares tem levado a protestos simbólicos cada vez mais agressivos.
A queima de efígies em protestos é uma prática que, embora carregue forte simbolismo político, costuma suscitar debates sobre os limites da liberdade de expressão e a crescente intolerância no ambiente democrático. Enquanto apoiadores da deputada classificam a ação como um ato de desrespeito e perseguição política, os organizadores do protesto veem na manifestação uma forma legítima de contestar as políticas defendidas pela parlamentar no Congresso Nacional.
O incidente reforça o clima de acirramento que permeia a política de Santa Catarina, um dos estados onde a divisão entre esquerda e direita se mostra mais profunda nos últimos anos. Para o eleitorado, o episódio serve como um lembrete de que o cenário de disputas eleitorais e ideológicas continua inalterado, com ambos os lados utilizando estratégias de confrontação direta para ocupar o espaço público e pautar o debate na mídia e nas redes sociais, consolidando a imagem de uma política cada vez mais personalizada e conflituosa.

