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    Redação SC Reporter
    Deputado catarinense defende viabilidade econômica do perdão de dívidas para MEIs

    14 de out. de 2026, 21:00

    Deputado catarinense defende viabilidade econômica do perdão de dívidas para MEIs

    O parlamentar Pedro Uczai argumenta que a remissão de débitos tributários de microempreendedores é uma estratégia de eficiência fiscal, evitando custos processuais superiores ao valor da própria dívida.

    O anúncio do governo federal sobre o perdão de dívidas acumuladas por Microempreendedores Individuais (MEIs) gerou debate sobre o impacto fiscal da medida, avaliada em R$ 12,6 bilhões. Para o deputado federal catarinense Pedro Uczai (PT), a decisão não deve ser interpretada como um rombo nas contas públicas, mas como uma estratégia de racionalização administrativa e econômica para o Estado.

    O parlamentar sustenta que o custo operacional para a Receita Federal realizar a cobrança judicial e o acompanhamento desses débitos individuais superaria o montante que seria efetivamente arrecadado. Ao considerar a logística necessária para a execução fiscal de milhares de pequenos devedores, a análise governamental aponta que manter tais valores em aberto onera o sistema de justiça e a administração tributária sem trazer retorno líquido aos cofres da União.

    Santa Catarina, um estado com forte cultura de empreendedorismo e uma presença expressiva de formalizações via MEI, observa a medida como um fôlego para pequenos negócios que enfrentaram instabilidades financeiras. Historicamente, a simplificação tributária tem sido uma bandeira discutida intensamente no setor produtivo catarinense, especialmente para aliviar a carga sobre quem está na base da pirâmide econômica. A remissão, portanto, é vista pelo líder petista na Câmara como um instrumento de limpeza contábil, retirando do sistema um passivo de difícil recuperação.

    A estratégia de remissão é comum em momentos de crise para permitir que o empreendedor retome sua atividade com as contas regularizadas, estimulando a circulação de renda local. Críticos da medida ainda questionam o precedente de anistia, mas o argumento do governo foca estritamente na eficiência da máquina pública. O debate deve continuar a permear as discussões orçamentárias no Congresso nas próximas semanas, enquanto a Receita define os critérios técnicos para a aplicação do benefício aos microempreendedores brasileiros.