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    Redação SC Reporter

    02 de out. de 2026, 15:00

    Desassoreamento do Rio das Ostras segue dependente de condições climáticas em Balneário Camboriú

    Embora a draga já esteja posicionada no Rio das Ostras, a Emasa aguarda melhora no tempo para concluir as estruturas terrestres necessárias antes de iniciar a limpeza do curso hídrico.

    A mobilização de equipamentos para o desassoreamento do Rio das Ostras, no Bairro da Barra, em Balneário Camboriú, marca uma etapa fundamental para a infraestrutura urbana local. Embora a draga tenha chegado ao canteiro de obras no dia 21 de setembro, o início efetivo da dragagem permanece em compasso de espera. A Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) reforça que o cronograma atual é regido pela estabilidade do solo e pelas condições meteorológicas, que têm impedido o avanço necessário das frentes de trabalho.

    O principal gargalo reside na montagem das ensecadeiras. Estas estruturas de solo compactado e argila funcionam como áreas de depósito temporário, essenciais para que o sedimento retirado do fundo do rio perca o excesso de umidade antes de ser transportado para descarte final. Sem a conclusão destas contenções e a instalação das tubulações, chamadas de mangotes, o sistema de bombeamento não pode ser operado. Paralelamente, equipes seguem com a supressão de vegetação autorizada e outras preparações logísticas em um trecho crítico entre as pontes das ruas Adaci Santos Gomes e Emanuel Rebelo dos Santos.

    O projeto, orçado em R$ 2,44 milhões, não visa alterar o curso natural do rio, mas sim restaurar sua capacidade hidráulica. A expectativa é que a remoção dos sedimentos, aliada à instalação de gabiões em áreas erosivas, minimize o risco de transbordamentos durante episódios de chuva intensa, um desafio histórico para a região da Barra. A execução conta com a expertise da Acquaplan para o acompanhamento ambiental, que incluirá monitoramento da qualidade hídrica não apenas durante os trabalhos, mas por um período de cinco anos após a entrega. Até o momento, a Emasa não estabeleceu um prazo definitivo para o começo das atividades de dragagem, priorizando a segurança e a eficiência das etapas preparatórias em terra firme, que continuam conforme a viabilidade climática permite.