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    Redação SC Reporter
    Desvio milionário em agência bancária expõe fragilidade em controle interno

    30 de set. de 2026, 18:00

    Desvio milionário em agência bancária expõe fragilidade em controle interno

    Uma gerente com mais de uma década de casa foi presa após desviar R$ 2 milhões de uma agência do Santander, sendo denunciada pelo próprio parceiro após um desentendimento pessoal.

    A segurança das operações bancárias em Miguelópolis foi abalada por um esquema de corrupção interna que resultou em um prejuízo estimado em R$ 2 milhões. O caso, que chama a atenção pela longevidade da carreira da principal envolvida, coloca em xeque os protocolos de governança de instituições financeiras no interior. A profissional, que atuava há mais de 12 anos no Santander, utilizava sua posição de confiança para facilitar o desvio sistemático de recursos, contando com a participação direta de seu companheiro na execução das transações ilícitas.

    O desfecho do crime ocorreu de forma inesperada e motivada por um conflito pessoal. Após um episódio de violência doméstica desencadeado por uma crise de ciúmes, o namorado da gerente decidiu entregar o esquema às autoridades, revelando a extensão da fraude e o modo como os valores eram subtraídos. Essa denúncia abrupta interrompeu o ciclo de desvios que, possivelmente, continuaria operando sem a exposição gerada pela desavença entre os dois cúmplices.

    Para o setor bancário de Santa Catarina e de todo o país, o incidente serve como um alerta severo sobre o risco operacional representado pela falha nos sistemas de auditoria. Em instituições financeiras, onde a confiança depositada em gerentes de longo prazo é alta, o controle de acesso e a segregação de funções tornam-se barreiras indispensáveis para evitar que a estabilidade profissional seja usada como escudo para atividades criminosas.

    Atualmente, a dupla encontra-se sob custódia das autoridades, que agora trabalham na análise detalhada dos registros contábeis da agência para verificar se outros clientes foram lesados e qual o destino final do montante desviado. O caso reforça a necessidade de constantes revisões nos processos internos de compliance das agências, mesmo em cidades menores, onde o relacionamento próximo entre funcionários e a comunidade pode obscurecer a fiscalização necessária. A instituição financeira colabora com as investigações para identificar a totalidade dos danos causados aos sistemas da agência.