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    Redação SC Reporter

    29 de set. de 2026, 15:00

    Erro na confirmação de óbito: homem baleado em Balneário Camboriú segue vivo

    Após ser dado como morto pelas autoridades policiais, vítima de atentado na Barra Sul é localizada com vida em unidade hospitalar de Itajaí.

    Uma falha de comunicação operacional gerou confusão sobre o desfecho de um crime grave ocorrido no último domingo, na Barra Sul, em Balneário Camboriú. Alan Souza Cerqueira, de 37 anos, foi inicialmente declarado morto pelas autoridades que atenderam à ocorrência, informação que chegou a ser confirmada oficialmente por fontes da Polícia Civil e equipes de resgate que atuaram no local do atentado.

    Contudo, a realidade dos fatos revelou uma situação distinta: o homem não veio a óbito no momento do incidente. Cerqueira encontra-se, na verdade, internado em estado grave no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. A vítima, que foi atingida por disparos de arma de fogo, permanece sob cuidados intensivos e respira com o auxílio de aparelhos. O desencontro de informações coloca em xeque os protocolos de triagem e confirmação de vítimas em cenas de crimes violentos na região.

    O episódio chama a atenção pela gravidade do equívoco institucional em um dos polos turísticos mais monitorados do Estado. A área da Barra Sul, conhecida pelo intenso fluxo de pessoas e vigilância constante, raramente presencia desfechos dessa natureza. Enquanto o setor de segurança pública revisa os procedimentos que levaram ao anúncio precipitado do falecimento, a investigação sobre a autoria e a motivação do atentado ganha novos contornos, agora com o foco voltado para a recuperação da vítima e na coleta de depoimentos que possam esclarecer o ataque.

    Historicamente, episódios envolvendo disparos de arma de fogo em vias públicas de Balneário Camboriú exigem uma resposta ágil das forças policiais para conter a sensação de insegurança entre moradores e visitantes. A celeridade na comunicação é um pilar da credibilidade das instituições locais, que agora enfrentam o desafio de explicar como uma vítima em estado crítico foi considerada morta pelas instâncias oficiais. O caso segue sob apuração rigorosa para determinar se houve falha humana ou falha de comunicação entre o atendimento pré-hospitalar e as autoridades policiais presentes na cena.