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    Redação SC Reporter
    Falha no sistema de distribuição de mídias do TSE impacta propaganda eleitoral

    12 de out. de 2026, 21:00

    Falha no sistema de distribuição de mídias do TSE impacta propaganda eleitoral

    Problema técnico no Pool de Mídias comprometeu a transmissão de peças publicitárias, exigindo ajustes emergenciais da Justiça Eleitoral.

    Uma falha técnica identificada na infraestrutura de distribuição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu o fluxo normal das peças publicitárias eleitorais nesta semana. O incidente, que afetou diretamente o arquivo de áudio da propaganda do candidato Flávio Bolsonaro, tornou o conteúdo inaudível durante a veiculação, forçando a autoridade eleitoral a autorizar a reexibição do material após a devida correção técnica.

    Embora o impacto tenha sido mais visível na campanha bolsonarista, o sistema de arquivos apresentou a mesma instabilidade durante o processamento do conteúdo da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Diferente do primeiro caso, a falha no material petista foi detectada e sanada pelas equipes técnicas antes que o programa chegasse ao ar. A situação evidencia as vulnerabilidades logísticas do chamado Pool de Mídias, mecanismo centralizado pelo TSE para garantir que as campanhas enviem seus conteúdos para as emissoras de rádio e televisão de todo o país de forma padronizada e equânime.

    Em Santa Catarina, onde o cenário eleitoral é historicamente marcado por uma intensa disputa de atenção nas grades de programação locais, falhas dessa natureza geram preocupação entre os partidos. O rigor na entrega e na qualidade do material publicitário é essencial, visto que o horário eleitoral gratuito ainda se configura como uma das principais ferramentas de captação de votos e exposição de propostas para o eleitorado catarinense.

    O TSE confirmou que o erro foi restrito à plataforma de entrega e que medidas para garantir a integridade dos arquivos foram reforçadas. A logística de distribuição de mídias é um componente sensível do pleito, servindo como o elo entre as estratégias de marketing centralizadas em Brasília e as transmissões regionais. O caso serve como alerta para a robustez da tecnologia utilizada na reta final da campanha, período em que qualquer interrupção pode representar prejuízos significativos para a estratégia comunicacional das coligações.