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    Redação SC Reporter
    Feminicídio em Vargem deixa cinco crianças órfãs e mobiliza buscas policiais

    24 de out. de 2026, 19:00

    Feminicídio em Vargem deixa cinco crianças órfãs e mobiliza buscas policiais

    Uma mulher de 34 anos foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro após se recusar a retirar medida protetiva contra ele; crime aconteceu na frente dos filhos da vítima.

    Santa Catarina registrou mais um episódio trágico de violência contra a mulher neste fim de semana. Francieli Aparecida de Lima, de 34 anos, foi morta a tiros na cidade de Vargem, no Meio-Oeste catarinense. O crime, classificado pelas autoridades como feminicídio, ganha contornos ainda mais graves pela presença de cinco crianças, filhos da vítima, que presenciaram a execução brutal da mãe dentro da própria residência.

    Segundo apurações preliminares, a motivação do ataque estaria ligada à resistência da vítima em revogar uma medida protetiva de urgência que ela possuía contra o ex-companheiro, um homem de 60 anos. O suspeito não aceitou a negativa e, após o ato, fugiu do local em um veículo. As forças de segurança da região iniciaram buscas imediatas na tentativa de localizar o autor, que permanece foragido. O caso chocou a pequena comunidade de Vargem e reacendeu o debate sobre a eficácia dos mecanismos de proteção para mulheres em situação de risco no estado.

    O feminicídio é um dos crimes que mais desafiam as políticas de segurança pública em Santa Catarina. Embora o estado conte com uma estrutura especializada de Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), a reincidência de agressores que ignoram ordens judiciais continua sendo o principal gargalo. A medida protetiva, embora seja um instrumento legal fundamental, muitas vezes não é suficiente para conter agressores determinados a ignorar a lei, transformando lares em cenários de violência extrema.

    Além da perda irreparável da vida de Francieli, o trauma psicológico imposto aos cinco filhos da vítima exige agora uma rede de suporte social e psicológico por parte do município e do Estado. A Polícia Civil segue conduzindo o inquérito para elucidar os detalhes da fuga e pede que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja repassada aos canais oficiais de denúncia, como o 190 ou o Disque 181, garantindo o sigilo necessário para o prosseguimento das investigações.