14 de set. de 2026, 16:00
Gean Loureiro propõe qualificação profissional por região em Santa Catarina
Candidato a deputado estadual pelo União Brasil defende programa orientado pelas atividades econômicas locais e afirma que a dificuldade para contratar profissionais preparados limita a expansão das empresas.
A distância entre as habilidades exigidas pelas empresas e a formação disponível para os trabalhadores está no centro de uma proposta de Gean Loureiro para Santa Catarina. O candidato a deputado estadual pelo União Brasil defende um programa estadual de qualificação profissional organizado de acordo com as características econômicas de cada região, em vez de uma oferta uniforme de cursos para todo o território catarinense.
Na avaliação de Loureiro, a dificuldade para encontrar profissionais preparados já restringe o crescimento das empresas do estado. A proposta busca aproximar a capacitação das necessidades locais de contratação. A apuração disponível, porém, não apresenta dados que permitam dimensionar essa carência nem informa quais ocupações seriam prioritárias.
A diversidade da economia catarinense ajuda a explicar a lógica regional do programa. No Oeste, a agroindústria tem papel relevante na produção e no emprego. O Vale do Itajaí reúne uma tradição têxtil e de confecção, enquanto o Norte se destaca pela atividade metalmecânica. A Grande Florianópolis abriga empresas de tecnologia e uma ampla economia de serviços. Essas características não esgotam as atividades de cada região, mas mostram por que a demanda por formação pode variar dentro do mesmo estado.
Também existem diferenças entre municípios próximos. Centros industriais, cidades turísticas e localidades com forte presença da agricultura precisam de competências distintas. Por isso, uma política baseada na vocação regional dependeria de um diagnóstico atualizado, capaz de identificar tanto as necessidades das empresas quanto as condições de participação dos trabalhadores.
Santa Catarina já conta com instituições que atuam na educação profissional, como Senai, Senac e institutos federais. Uma questão para eventual implantação do programa seria definir como a iniciativa estadual se relacionaria com essa estrutura: por ampliação de vagas, criação de novas formações ou articulação da oferta existente. Esses caminhos não foram detalhados na apuração.
Para quem busca emprego ou pretende mudar de profissão, a consequência prática dependeria de fatores que vão além da abertura de turmas. Local das aulas, horários, requisitos de ingresso e duração dos cursos influenciam o acesso à qualificação. A formação, por sua vez, não representa garantia automática de contratação.
Ainda não foram apresentados orçamento, metas de atendimento, calendário ou modelo de execução. Como se trata de uma proposta de um candidato ao Legislativo estadual, sua implementação também dependeria da definição de atribuições e da articulação com o Executivo. O debate coloca em pauta como transformar a demanda por profissionais qualificados em uma política acessível e com resultados verificáveis.

