09 de out. de 2026, 18:00
Gestão de obras em escola municipal de Balneário Camboriú gera alerta entre professores
Professores do CEM Ariribá questionam a logística de segurança e o compartilhamento de espaços entre trabalhadores de reforma e alunos durante o horário de aula.
A execução de melhorias estruturais no Centro Educacional Municipal (CEM) Ariribá, em Balneário Camboriú, tornou-se motivo de apreensão para o corpo docente. Embora a comunidade escolar reconheça a necessidade das reformas, a convivência diária entre estudantes e funcionários da construção civil levanta questionamentos sobre a segurança e a organização dos espaços pedagógicos. A preocupação central reside na circulação de pessoas estranhas ao ambiente escolar em áreas de uso comum, como corredores e banheiros.
Relatos de docentes apontam que, em diversos momentos, alunos de séries iniciais encontram trabalhadores em trajetos internos, gerando episódios de insegurança infantil. A presença de materiais de obra espalhados pelas dependências da unidade, sem o devido isolamento ou supervisão constante, agrava o cenário. A situação é considerada ainda mais sensível ao se levar em conta que a escola atende crianças com necessidades especiais, como alunos autistas, que demandam um ambiente de maior controle e previsibilidade. O receio compartilhado pela equipe é de que a falta de uma logística mais rigorosa resulte em acidentes evitáveis.
Questionada sobre as denúncias, a Secretaria de Educação de Balneário Camboriú informou que o acompanhamento das atividades é realizado por coordenadores da empreiteira contratada e pelo diretor de manutenção da pasta. A secretária Zélia Zanella reforçou que as medidas de supervisão estão em vigor e afirmou que solicitará maior cautela por parte das equipes responsáveis quanto ao manuseio e armazenamento dos materiais de construção.
Historicamente, o CEM Ariribá é uma das unidades de referência da rede municipal de Balneário Camboriú. A conciliação entre o cronograma de obras e o pleno funcionamento da rotina escolar é um desafio logístico comum em escolas da região, mas que exige protocolos rígidos de segurança, especialmente em períodos letivos. O pedido dos educadores, neste momento, é para que a fiscalização seja intensificada antes que qualquer intercorrência de maior gravidade ocorra no ambiente escolar.
