07 de out. de 2026, 12:00
Grupo é detido por esquema de tráfico e abate de felinos em Santa Catarina
Uma operação policial desmantelou uma organização criminosa responsável pela captura e comércio irregular de milhares de animais na região.
Uma operação conduzida pelas forças de segurança de Santa Catarina resultou na detenção de doze indivíduos envolvidos em uma rede criminosa de grande escala. O grupo foi desarticulado após investigações revelarem que os suspeitos capturavam felinos durante a madrugada, utilizando motocicletas para realizar o transporte rápido e evitar abordagens policiais. Ao todo, estima-se que mais de 2,7 mil animais tenham sido vítimas da prática, que visava o fornecimento para um mercado clandestino de carne voltado ao consumo humano.
A prática, além de representar um grave crime de maus-tratos e violação das leis ambientais e sanitárias, gerou comoção devido à escala da operação. O modus operandi dos envolvidos focava na remoção sistemática de gatos de vias públicas e áreas residenciais, o que levantou alertas entre defensores da causa animal e autoridades de saúde pública sobre os riscos de zoonoses e o desrespeito aos protocolos de bem-estar animal vigentes no Estado. O abate clandestino de animais sem qualquer controle de inspeção sanitária impõe riscos significativos à segurança alimentar da população.
Historicamente, Santa Catarina tem intensificado o combate a crimes que envolvem a exploração ilegal de fauna doméstica e silvestre, reforçando a fiscalização em perímetros urbanos. Este caso, no entanto, chama atenção pelo volume de animais subtraídos, evidenciando uma estrutura organizada de logística para o comércio ilícito. Com a prisão do grupo, as autoridades agora buscam identificar os receptadores da carga e determinar o destino final da carne processada, visando desmantelar completamente a cadeia de suprimentos deste mercado paralelo.
Os detidos foram encaminhados às delegacias competentes, onde responderão por diversos crimes, incluindo furto qualificado, formação de quadrilha e infração às normas de vigilância sanitária. A Polícia Civil mantém o caso sob sigilo parcial para apurar se há ramificações da quadrilha em outras regiões catarinenses. A orientação para a população é de que denúncias sobre o desaparecimento repentino de animais sejam encaminhadas imediatamente aos canais oficiais de segurança para auxiliar no mapeamento das rotas utilizadas pelo grupo.

