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    Redação SC Reporter
    Homicídio por motivo passional mobiliza forças policiais em Criciúma

    18 de out. de 2026, 15:00

    Homicídio por motivo passional mobiliza forças policiais em Criciúma

    Um crime de homicídio chocou o bairro Jardim Montevidéu, em Criciúma, revelando um desdobramento policial que culminou na prisão de dois suspeitos após o autor confessar o assassinato.

    A rotina do bairro Jardim Montevidéu, na região sul de Santa Catarina, foi bruscamente interrompida por um homicídio que escancara a perigosa combinação entre crimes passionais e a presença do tráfico na localidade. Nilson da Cruz Junior, de 21 anos, confessou ter assassinado Alexandre Witeckoski, de 45 anos. O autor demonstrou frieza ao permanecer na cena do crime logo após a execução, comportamento que gerou indignação entre os moradores locais e reforçou a gravidade da ocorrência atendida pelas autoridades policiais.

    O motivo do conflito teria sido um desentendimento relacionado a uma antiga companheira do agressor, Bruna Fernandes Lucas. Segundo as investigações preliminares, o crime foi motivado por ciúmes. A situação ganhou contornos mais complexos para a Polícia Militar e Civil de Criciúma quando, ao realizar a diligência, os agentes identificaram que a própria Bruna possuía um mandado de prisão em aberto, especificamente por crimes ligados ao tráfico de drogas. A mulher foi detida na mesma operação que levou à custódia do autor do homicídio.

    Este episódio reacende o debate sobre a segurança pública no município, uma das cidades que mais crescem no estado, mas que enfrenta desafios contínuos no combate à criminalidade urbana. O histórico de Criciúma em relação a crimes violentos demonstra uma tendência frequente de casos motivados por desavenças interpessoais que escalam rapidamente para resultados fatais. A Polícia Civil agora dá prosseguimento ao inquérito para detalhar a dinâmica exata do assassinato, enquanto o Judiciário deve avaliar a manutenção da prisão preventiva de ambos os envolvidos.

    A prisão dos suspeitos representa uma resposta célere das forças de segurança da região, que seguem em alerta para prevenir que disputas pessoais evoluam para episódios de violência armada nas comunidades. Os detidos permanecem à disposição da justiça catarinense, aguardando os trâmites legais para o julgamento pelo crime de homicídio e pelo cumprimento das pendências judiciais anteriores.