11 de out. de 2026, 15:00
Incêndio residencial em Mafra deixa mulher gravemente ferida
Uma mulher de 48 anos sofreu queimaduras em mais da metade do corpo após um incêndio iniciado por um cigarro aceso no bairro Vila Ivete.
Uma madrugada de sábado marcada por tragédia em Mafra, no Planalto Norte catarinense, reforça o perigo constante representado pelo uso de fontes de ignição em ambientes fechados. Por volta de 1h40, na Travessa Ouro Verde, bairro Vila Ivete, uma moradora de 48 anos sofreu queimaduras severas em 54% de seu corpo após sua residência ser consumida pelas chamas. A principal suspeita das autoridades é de que um cigarro, deixado aceso enquanto a mulher dormia, tenha entrado em contato com o colchão, dando início ao sinistro.
A rápida propagação do fogo é explicada, em parte, pela natureza da estrutura: o imóvel, com cerca de 120 metros quadrados, era construído em madeira. Esse tipo de habitação, comum em diversas regiões do estado, exige atenção redobrada com instalações elétricas e fontes de calor devido à alta carga de incêndio. A equipe do Corpo de Bombeiros enfrentou um cenário crítico, sendo necessária a utilização de 9 mil litros de água e 40 minutos de combate intensivo para dominar o fogo, que já havia provocado o colapso parcial da estrutura ao chegarem.
Policiais militares que patrulhavam a região notaram a fumaça e auxiliaram no atendimento inicial. A vítima foi encontrada com lesões de primeiro e segundo graus que atingiram o rosto, tórax, pescoço e membros, além de complicações nas vias aéreas causadas pela inalação de fumaça. O namorado da moradora estava no local no momento da ocorrência, mas não conseguiu retirá-la a tempo devido à intensidade das chamas. Ela foi prontamente conduzida ao Hospital de Mafra para receber cuidados especializados.
O incidente, registrado oficialmente pela Polícia Militar, serve como um alerta para os riscos de segurança doméstica no inverno e períodos de temperaturas mais baixas, quando o uso de cobertores e materiais inflamáveis é intensificado. O caso agora faz parte dos registros de acidentes domésticos evitáveis que preocupam as autoridades de segurança pública em Santa Catarina.

