25 de set. de 2026, 00:00
Indústria náutica catarinense reafirma liderança com novo modelo de 26 metros
O estaleiro Schaefer Yachts consolida sua presença no mercado de luxo nacional ao estrear uma embarcação de grande porte durante o São Paulo Boat Show.
A força da indústria náutica de Santa Catarina voltou a ocupar o centro das atenções no mercado de luxo brasileiro. Durante o São Paulo Boat Show, um dos principais eventos do setor na América Latina, a Schaefer Yachts — estaleiro sediado no litoral catarinense — destacou-se ao exibir uma frota composta por sete embarcações, com tamanhos variando entre 34 e 66 pés.
O grande marco da participação catarinense no evento foi a revelação oficial da Schaefer 26M. Com 26 metros de comprimento, a nova unidade representa um salto tecnológico e de design para a fabricante, consolidando sua capacidade de atender ao segmento de iates de maior porte. A aceitação do mercado foi imediata: antes mesmo do encerramento da feira, o estaleiro já confirmava a venda de quatro unidades do modelo, sinalizando uma demanda resiliente por produtos de alto padrão apesar dos desafios econômicos recentes.
A presença expressiva da empresa reforça o papel estratégico de Santa Catarina como o maior polo de produção de embarcações de lazer no Brasil. Nos últimos anos, a região tem atraído investimentos constantes e consolidado uma cadeia produtiva robusta, que combina mão de obra especializada com inovação voltada tanto ao mercado doméstico quanto à exportação. Esse ecossistema náutico tornou-se um pilar econômico fundamental para cidades do litoral norte catarinense, impulsionando a geração de empregos qualificados e o desenvolvimento tecnológico local.
Para o consumidor final, a chegada de modelos como a 26M significa uma oferta ampliada de produtos que competem diretamente com marcas internacionais, oferecendo serviços de assistência técnica e suporte mais próximos. A estratégia da Schaefer de apostar em inovação contínua dentro de sua gama de produtos mantém a empresa como uma referência na transição para o mercado de superiates, evidenciando que a engenharia naval catarinense possui a maturidade necessária para atender às exigências de um público cada vez mais sofisticado.

