19 de set. de 2026, 00:00
Influenciadora Virginia Fonseca encerra publicidade para plataformas de apostas
Após o encerramento do vínculo contratual com a plataforma Blaze, Virginia Fonseca comunica que não firmará novas parcerias com o setor de apostas online.
O mercado de influenciadores digitais em Santa Catarina e no Brasil atravessa um momento de reavaliação ética e jurídica em relação às publicidades de jogos de azar. Virginia Fonseca, uma das personalidades com maior alcance nas redes sociais no país, anunciou que não realizará novos trabalhos promocionais para plataformas de apostas. A decisão ocorre logo após o encerramento oficial de seu contrato com a Blaze, empresa que esteve sob o escrutínio de órgãos de investigação nos últimos meses.
A mudança de postura reflete um movimento mais amplo no setor, onde a pressão dos órgãos reguladores e o crescente debate sobre o vício em jogos têm levado agências e criadores de conteúdo a repensarem o portfólio de anunciantes. Embora o uso de sua imagem tenha sido uma fonte expressiva de receita, a assessoria jurídica da influenciadora confirmou que a estratégia de carreira agora segue um caminho distinto, priorizando outros segmentos comerciais.
Para o público catarinense e brasileiro que acompanha a influenciadora, a medida sinaliza um afastamento definitivo de um setor que gera intensas discussões sobre responsabilidade social. Historicamente, o setor de apostas cresceu exponencialmente através de parcerias com figuras públicas, contudo, a instabilidade jurídica e as exigências do governo federal sobre a regularização dessas empresas têm forçado os influenciadores a adotarem cautela. Ao retirar as bets de seu escopo de publicidade, Virginia busca blindar sua imagem e alinhar-se a um novo modelo de negócios que exclui a promoção direta de jogos de azar.
Este reposicionamento não apenas atende a uma demanda por maior transparência no marketing de influência, mas também indica que o mercado está entrando em uma fase de maturação. A tendência é que os grandes nomes da internet passem a buscar parcerias mais estáveis e menos sujeitas a riscos reputacionais, especialmente diante do rigor crescente das autoridades brasileiras na fiscalização de publicidades de cunho duvidoso e do impacto das apostas no orçamento familiar dos seguidores.

