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    Redação SC Reporter
    Investigação sobre influência em tribunais tem deputado Cezinha de Madureira como alvo

    14 de set. de 2026, 12:00

    Investigação sobre influência em tribunais tem deputado Cezinha de Madureira como alvo

    Terceira fase da Operação Transparência foi deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (14). Apuração envolve suspeitas de tráfico de influência junto a tribunais superiores.

    A suspeita de uso de relações políticas para obter influência junto a tribunais superiores está no centro de uma investigação da Polícia Federal que tem entre os principais alvos o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). O caso coloca em discussão a diferença entre a interlocução institucional, própria da atividade parlamentar, e eventuais práticas ilícitas de intermediação de interesses.

    Nesta segunda-feira (14), a PF deflagrou a terceira fase da Operação Transparência. A investigação apura suspeitas de tráfico de influência junto às cortes superiores. As informações disponíveis, porém, não detalham quais processos judiciais teriam motivado a atuação dos investigados nem quais medidas foram executadas nesta etapa.

    Cezinha é apontado como amigo e aliado do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa proximidade faz parte do contexto político apresentado sobre o parlamentar, mas não constitui, por si só, evidência de irregularidade. O material disponível não informa que Mendonça seja investigado ou alvo da operação.

    Para o leitor catarinense, a relevância do tema está no papel nacional dessas instituições. Embora Santa Catarina tenha sua própria estrutura judiciária, com o Tribunal de Justiça sediado em Florianópolis, controvérsias originadas no estado podem chegar às instâncias superiores, conforme a matéria e os requisitos legais. Decisões dessas cortes também podem estabelecer entendimentos aplicáveis a disputas em todo o país.

    No campo penal, tráfico de influência não é sinônimo de manter contato com autoridades. Em linhas gerais, o crime envolve solicitar ou obter vantagem sob o argumento de influenciar ato de funcionário público. A caracterização depende da conduta efetivamente apurada e das provas reunidas, não apenas da existência de vínculos pessoais ou políticos.

    O fato de a Operação Transparência estar na terceira fase indica a continuidade de uma apuração anterior. Entretanto, o conteúdo fornecido não permite reconstituir as etapas precedentes, identificar outros envolvidos ou explicar o papel específico atribuído ao deputado nas suspeitas.

    Também não há, nas informações disponibilizadas, referência a diligências em Santa Catarina ou à participação de autoridades catarinenses. Não foram apresentados posicionamentos de Cezinha ou de sua defesa. A condição de alvo de investigação não equivale a condenação: eventual responsabilização dependerá do desenvolvimento da apuração e da análise dos fatos pelas autoridades competentes, com direito ao contraditório e à ampla defesa.