06 de out. de 2026, 21:00
João Rodrigues redireciona estratégia política após resultado eleitoral em Santa Catarina
Após não avançar ao segundo turno na disputa estadual, o ex-prefeito de Chapecó declara apoio a Flávio e analisa as causas do resultado nas urnas.
O cenário político catarinense vive um momento de reacomodação após a definição dos nomes que seguem na disputa pelo comando do Estado. João Rodrigues, ex-prefeito de Chapecó e nome de peso no PSD, consolidou sua posição após ficar na terceira colocação na corrida eleitoral. Em movimento imediato, o político anunciou sua adesão à campanha de Flávio, sinalizando a manutenção de alianças estratégicas dentro do seu campo ideológico.
Em declarações recentes, Rodrigues manifestou críticas em relação à influência de figuras nacionais na dinâmica do pleito catarinense. O ex-prefeito apontou a atuação de lideranças como Zema e Caiado como fatores que, na sua análise, teriam contribuído para o esvaziamento de outras candidaturas e a consequente configuração do segundo turno. Essa leitura reflete a complexidade das alianças regionais que, frequentemente, precisam equilibrar interesses locais com diretrizes estabelecidas pelas cúpulas partidárias nacionais.
Para o eleitor, a mudança de postura de Rodrigues levanta questionamentos sobre como ficará a governabilidade e as futuras articulações no legislativo catarinense. O PSD, sigla de forte capilaridade em Santa Catarina, agora se vê diante da necessidade de recalibrar sua rota. De acordo com o ex-prefeito, o passo seguinte para definir o posicionamento definitivo do partido será uma rodada de diálogos com prefeitos e deputados da legenda. Esse processo de consulta interna busca garantir que a decisão final reflita os interesses dos gestores municipais e parlamentares que compõem a base da sigla.
O histórico de Rodrigues no Oeste catarinense e sua influência na estrutura partidária tornam esse posicionamento um ponto de atenção para os próximos desdobramentos da campanha. Enquanto o segundo turno se aproxima, a movimentação das lideranças que ficaram fora da disputa principal acaba por moldar o voto de parcelas significativas do eleitorado, sendo determinante para a transferência de apoio e a definição do próximo governo estadual. O futuro do grupo político em questão permanece condicionado ao consenso que será construído entre as lideranças partidárias nos próximos dias.

