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    Redação SC Reporter
    Justiça Eleitoral abre inquérito contra deputada catarinense por disseminação de desinformação

    14 de out. de 2026, 21:00

    Justiça Eleitoral abre inquérito contra deputada catarinense por disseminação de desinformação

    Parlamentar do PT em Santa Catarina será alvo de investigação policial após decisão judicial que apura o compartilhamento de conteúdos falsos envolvendo figura pública nacional.

    A Justiça Eleitoral de Santa Catarina autorizou a instauração de um inquérito policial para investigar a deputada estadual Ana Elisa, do Partido dos Trabalhadores (PT). A medida atende a uma solicitação do Ministério Público Eleitoral, que identificou indícios de crime em postagens realizadas pela parlamentar na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter. O objeto da apuração é a disseminação de informações inverídicas atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro, especificamente sobre a suposta intenção de fechar templos religiosos.

    O caso ganha relevância em um cenário onde o Judiciário tem adotado postura rigorosa contra a desinformação no ambiente digital. A legislação eleitoral brasileira prevê sanções específicas para candidatos ou representantes políticos que utilizam o disparo de notícias falsas para desequilibrar o pleito ou afetar a honra de terceiros. A abertura do inquérito é uma etapa inicial de um procedimento que visa colher elementos probatórios para verificar a autoria e a intenção da divulgação dos conteúdos questionados pela acusação.

    Para o leitor, este desdobramento reflete a tensão recorrente na política catarinense, marcada por embates ideológicos acirrados nas plataformas digitais. O histórico recente da região mostra que discussões sobre a liberdade de expressão e os limites da propaganda eleitoral têm ocupado com frequência as pautas dos tribunais estaduais. Com a oficialização da investigação, o caso segue agora para a esfera policial, onde deverão ser realizados os depoimentos e a análise técnica dos registros digitais.

    A assessoria da deputada ainda não detalhou a estratégia de defesa, mas o andamento do processo deve ser acompanhado de perto, dada a repercussão pública do tema. A investigação reforça a importância da verificação de fatos por parte de agentes públicos, sob o risco de responsabilização civil e criminal. O inquérito não implica condenação prévia, garantindo à parlamentar o contraditório e a ampla defesa durante a apuração dos fatos conduzida pelas autoridades competentes.