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    Redação SC Reporter
    Levantamento aponta liderança de Carol De Toni na corrida pelo Senado em SC

    15 de set. de 2026, 03:00

    Levantamento aponta liderança de Carol De Toni na corrida pelo Senado em SC

    Nova pesquisa eleitoral para a disputa ao Senado em Santa Catarina coloca a deputada federal Carol De Toni à frente nas intenções de voto, enquanto o cenário de rejeição aponta desafios para o PT no estado.

    O cenário eleitoral em Santa Catarina começou a ganhar contornos definidos com a divulgação de um novo levantamento realizado pelo instituto Neokemp, que coloca a deputada federal Carol De Toni como a principal referência na corrida por uma das vagas ao Senado. A parlamentar aparece com 27,1% das intenções de voto na primeira opção e mantém a dianteira na segunda escolha, consolidando um nome forte dentro do espectro conservador, que historicamente possui ampla base de apoio no eleitorado catarinense.

    Na segunda posição da preferência do eleitorado, aparece o nome de Carlos Bolsonaro. A disputa interna por este segmento do eleitorado reflete a força das pautas de direita em Santa Catarina, estado que se tornou um dos principais redutos do bolsonarismo no país nas últimas duas eleições gerais. A configuração da pesquisa sugere que, embora o pleito ainda esteja em uma fase de movimentações iniciais, a polarização ideológica permanece como o motor central da política local.

    Em contrapartida, o levantamento também trouxe dados significativos sobre a rejeição dos candidatos. O petista Décio Lima lidera este índice, somando 44,5%, o que reafirma a dificuldade histórica que partidos de esquerda enfrentam para ampliar seu arco de alianças e o alcance eleitoral em solo catarinense. Este cenário impõe um desafio estratégico para o PT, que busca reverter a resistência do eleitorado em um ambiente marcado por um conservadorismo persistente.

    Para o eleitor, esses números funcionam como um termômetro precoce das articulações partidárias. A consolidação de Carol De Toni no topo das intenções de voto indica que o pleito catarinense deverá ser pautado pela continuidade das agendas apresentadas pela parlamentar no Congresso Nacional. À medida que o calendário eleitoral avança, espera-se que novos nomes surjam para tentar romper essa liderança e reconfigurar o tabuleiro de disputa ao Senado. O instituto Neokemp reforça, portanto, que a sucessão legislativa em Santa Catarina promete ser um reflexo direto dos movimentos nacionais do campo conservador.