22 de set. de 2026, 12:00
Logística eleitoral: atrasos nos Correios impactam distribuição de material de campanha em SC
A menos de duas semanas do primeiro turno, falhas na distribuição postal em Santa Catarina preocupam candidatos que dependem de santinhos e informativos impressos para alcançar o eleitorado.
A reta final das eleições municipais em Santa Catarina enfrenta um entrave logístico que ameaça a estratégia de comunicação de diversos candidatos. A estatal de Correios, peça-chave na logística de distribuição de materiais de campanha, apresenta dificuldades operacionais severas que resultam no acúmulo de santinhos, panfletos e informativos gráficos em centros de triagem espalhados pelo Estado, impedindo que o conteúdo chegue aos eleitores no momento decisivo.
Este cenário gera um efeito cascata no planejamento das campanhas. Para muitos candidatos, especialmente aqueles com menor visibilidade ou que concorrem em municípios menores, o material impresso ainda representa uma das ferramentas mais eficazes de fixação de nome e apresentação de propostas. A interrupção ou lentidão nesse fluxo de entrega não apenas frustra o cronograma eleitoral, mas também gera prejuízos financeiros, uma vez que as gráficas e agências de publicidade cumpriram os prazos de produção, mas esbarram na impossibilidade de escoamento dos produtos.
Historicamente, o período que antecede o pleito é o de maior sobrecarga para a estatal, que precisa conciliar o volume habitual de encomendas do e-commerce com a demanda atípica da propaganda eleitoral. No entanto, a falha sistemática registrada nestas eleições tem sido motivo de reclamações formais junto às coligações. O problema é agravado pela logística capilarizada exigida em Santa Catarina, onde a distribuição deve cobrir desde grandes centros urbanos até áreas rurais de difícil acesso, aumentando a pressão sobre os centros de distribuição regionais.
Até o momento, não há uma estimativa oficial sobre o volume exato de material retido, mas a percepção nas ruas é de que o volume de propaganda física está significativamente abaixo do esperado para esta fase da disputa. Candidatos buscam alternativas digitais para compensar a ausência do material físico, contudo, a dependência do sistema postal para a entrega direta nos domicílios coloca em xeque a capacidade de mobilização final das candidaturas, que agora aguardam uma normalização urgente dos serviços postais para não comprometerem seus resultados nas urnas.

