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    Redação SC Reporter
    Moda dos anos 1990 volta ao radar e abre espaço para revisitar o guarda-roupa

    14 de set. de 2026, 15:00

    Moda dos anos 1990 volta ao radar e abre espaço para revisitar o guarda-roupa

    Referências da década ganham atenção nas coleções de 2026. Em Santa Catarina, a nostalgia também permite discutir reaproveitamento de roupas e a relação entre passarela, indústria e consumo.

    Antes de comprar uma roupa para acompanhar a próxima tendência, vale olhar o que já está guardado em casa. O interesse renovado pela moda dos anos 1990 coloca o acervo pessoal e familiar em uma posição interessante: peças antigas podem servir de referência para composições atuais, sem que isso exija substituir todo o guarda-roupa.

    A década voltou a ganhar atenção nas coleções de passarela de 2026, em um ambiente de nostalgia alimentado também pela internet. Depois da forte exposição da estética do início dos anos 2000, o repertório dos anos 1990 reaparece como fonte de inspiração para a moda. Isso não significa, porém, que exista um único estilo capaz de representar aquele período.

    Historicamente, os anos 1990 reuniram propostas bastante diferentes. O minimalismo valorizou linhas simples e uma aparência mais contida, enquanto o grunge aproximou a moda de roupas desgastadas, sobreposições e referências musicais. O jeans, as peças esportivas e a alfaiataria também fizeram parte desse cenário. São exemplos do repertório da época, não uma relação de tendências confirmadas para as coleções mencionadas na apuração.

    Essa distinção ajuda a entender como funcionam os retornos na moda. Uma década raramente reaparece de maneira integral. Estilistas selecionam elementos, modificam proporções e combinam referências antigas com materiais e hábitos contemporâneos. Da mesma forma, o que chega às lojas pode ser uma interpretação mais cotidiana do que foi apresentado nas passarelas.

    Em Santa Catarina, o assunto tem uma dimensão que vai além da escolha de roupas. O estado possui uma tradição têxtil e de confecção, com polos como Blumenau, Brusque e Jaraguá do Sul. Acompanhar mudanças estéticas faz parte do universo de uma cadeia que envolve criação, produção e comércio. Ainda assim, a apuração disponível não permite afirmar como empresas catarinenses estão incorporando essa retomada às suas coleções.

    Para o consumidor, a consequência prática é tratar a tendência como possibilidade, e não como obrigação de compra. Revisitar roupas guardadas, avaliar ajustes e procurar peças de segunda mão são caminhos para experimentar referências de outras décadas. O estado de conservação, o conforto e a compatibilidade com a rotina continuam sendo critérios mais úteis do que a simples associação a um período.

    O material que motivou esta reportagem aponta a renovação do interesse pelos anos 1990, mas não identifica marcas, desfiles ou peças específicas. Por isso, ainda não oferece base para uma lista fechada do que estará nas vitrines. A leitura mais segura é a de um movimento de inspiração: o passado volta à conversa, mas sua tradução para o vestir cotidiano permanece aberta.