19 de set. de 2026, 06:00
Mudanças climáticas e El Niño exigem reforço na vigilância sanitária em Santa Catarina
Agências internacionais alertam para o aumento de riscos à saúde pública decorrentes do fenômeno El Niño nas Américas, demandando estratégias locais de prevenção.
A incidência do fenômeno El Niño tem gerado um alerta urgente por parte de órgãos internacionais de saúde para toda a região das Américas. A preocupação central reside na correlação histórica entre episódios climáticos extremos e a deflagração de emergências sanitárias globais, um cenário que exige atenção redobrada dos gestores públicos e da população catarinense frente aos desafios impostos pelo clima nos próximos meses.
Historicamente, Santa Catarina é suscetível a eventos climáticos severos causados pelo El Niño, que alteram o regime de chuvas e as temperaturas médias. Essas variações ambientais criam condições favoráveis para a proliferação de doenças sazonais, especialmente as transmitidas por vetores, como a dengue, cujos focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti tendem a aumentar em períodos de calor intenso e umidade elevada. Além disso, a instabilidade climática afeta a infraestrutura básica e a qualidade da água, elementos cruciais para a contenção de doenças infecciosas.
O chamado da Organização das Nações Unidas para uma preparação antecipada ressalta que o impacto na saúde pública não é apenas um problema ambiental, mas um desafio logístico e preventivo. Para o estado, isso se traduz na necessidade de fortalecer a rede de vigilância epidemiológica e garantir que as unidades de saúde estejam preparadas para lidar com um possível aumento na demanda por atendimentos relacionados a surtos sazonais ou agravos decorrentes de desastres naturais, como enchentes e deslizamentos.
A recomendação das autoridades globais é clara: a gestão de riscos deve ser uma prioridade imediata. Para Santa Catarina, isso significa integrar as ações de defesa civil com as políticas de saúde pública. O foco deve recair sobre a educação da comunidade para a eliminação de criadouros e o monitoramento constante dos indicadores de saúde. Antecipar-se às possíveis crises climáticas é, hoje, a estratégia mais eficaz para mitigar danos à integridade da população e evitar a sobrecarga dos sistemas de atendimento hospitalar no estado.

