23 de set. de 2026, 09:00
Negociações entre Caixa e funcionários travam e mantém paralisações
Após rejeição da última proposta em assembleia, bancários da Caixa Econômica Federal seguem em greve, afetando o atendimento presencial em diversas regiões do país.
A rotina de atendimento da Caixa Econômica Federal enfrenta instabilidade acentuada em diversas regiões brasileiras, à medida que a greve dos funcionários se estende por mais uma semana. O impasse decorre do fracasso nas tratativas para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho, um documento fundamental que rege os direitos trabalhistas, reajustes salariais e benefícios da categoria.
O clima de descontentamento ficou evidente durante as assembleias recentes, onde 59,3% dos trabalhadores optaram por rejeitar a última contraproposta apresentada pela gestão da instituição financeira. Para a categoria, o texto atual não contempla adequadamente as demandas por valorização e melhores condições laborais, levando à manutenção da paralisação que impacta o fluxo das agências. Embora o Sudeste concentre o maior número de unidades fechadas, totalizando 293 agências inoperantes, o reflexo do movimento é sentido em todo o território nacional, complicando o acesso de clientes a serviços essenciais e ao suporte presencial.
Historicamente, as negociações salariais no setor bancário são marcadas por embates prolongados, dada a influência das instituições financeiras na economia e a alta demanda por serviços públicos processados pelo banco, como o FGTS e o Bolsa Família. O atual cenário de tensão coloca pressão sobre a diretoria do banco e as entidades sindicais, que buscam um denominador comum para encerrar o movimento paredista sem maiores prejuízos à população. Enquanto não houver uma nova rodada de negociações que contemple as exigências da classe, o cenário deve permanecer inalterado, com redução drástica no contingente de pessoal disponível nas agências.
Especialistas do setor acompanham a movimentação de perto, apontando que o prolongamento da greve pode forçar a aceleração de novos encontros entre as partes. Até lá, a recomendação para os correntistas catarinenses e de outros estados é priorizar os canais de atendimento digital e terminais de autoatendimento, antecipando possíveis filas e dificuldades operacionais decorrentes da escassez de funcionários nas unidades físicas.

