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    Redação SC Reporter
    O retorno dos relógios analógicos como acessório de estilo em Santa Catarina

    08 de out. de 2026, 15:00

    O retorno dos relógios analógicos como acessório de estilo em Santa Catarina

    Jovens catarinenses resgatam relógios vintage, priorizando o design analógico em detrimento da conectividade dos smartwatches, em uma mudança de comportamento no consumo de moda local.

    O pulso dos jovens catarinenses está deixando de ser apenas um centro de notificações digitais para se tornar um espaço de expressão estética. Observa-se, nos principais centros urbanos do estado, como Florianópolis e Blumenau, uma mudança clara na preferência de consumo: o abandono dos smartwatches em favor dos relógios analógicos clássicos. Este movimento de valorização do 'vintage' reflete uma busca por desconexão em um cotidiano cada vez mais hiperconectado.

    Para a Geração Z, o relógio deixou de ser uma ferramenta de produtividade para ser um item de curadoria de moda. Em brechós especializados e lojas de antiguidade de Santa Catarina, a procura por peças de marcas tradicionais e modelos com design dos anos 80 e 90 cresceu significativamente. Diferente da tecnologia descartável, que se torna obsoleta em poucos anos, esses acessórios mecânicos ou de quartzo são vistos como investimentos duráveis e peças que carregam uma identidade histórica única.

    Especialistas no mercado regional de moda apontam que esse comportamento não é apenas uma tendência passageira, mas uma resposta ao excesso de telas. Ao optar por um relógio analógico, o consumidor estabelece um limite sutil contra a interrupção constante das notificações. O acessório torna-se, assim, um símbolo de autonomia e um contraponto à cultura da velocidade que define a era digital. O impacto dessa escolha reverbera diretamente no comércio local, que tem precisado adaptar estoques para atender a uma clientela que prioriza a estética sobre a funcionalidade tecnológica.

    Essa valorização do design atemporal também se alinha a um movimento mais amplo de sustentabilidade. O público jovem tem demonstrado maior interesse em itens de segunda mão, reconhecendo que a durabilidade dos mecanismos tradicionais oferece um ciclo de vida muito superior aos dispositivos atuais. Em Santa Catarina, o reflexo dessa tendência é nítido: a elegância do analógico volta a ocupar o protagonismo nos acessórios, provando que o tempo, para esta geração, ganha mais valor quando medido com estilo.