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    Redação SC Reporter
    Obras na SC-401 avançam sem contemplar mobilidade ativa

    13 de out. de 2026, 09:00

    Obras na SC-401 avançam sem contemplar mobilidade ativa

    Após 19 meses de intervenções, a ampliação da principal rodovia de Florianópolis mantém o foco exclusivo em veículos motorizados, ignorando as necessidades de ciclistas e pedestres.

    A ampliação da SC-401, principal artéria que conecta o Centro de Florianópolis aos bairros do Norte da Ilha, completou 19 meses de obras sob um cenário de crescente preocupação. Embora o projeto seja aguardado para mitigar o crônico congestionamento da região, a ausência de infraestrutura dedicada a ciclistas e pedestres no planejamento atual gera questionamentos sobre o modelo de mobilidade adotado pelo Estado.

    A rodovia, que já detém o histórico de ser uma das vias mais movimentadas e perigosas de Santa Catarina, parece perder uma oportunidade estratégica de modernização. Especialistas apontam que a priorização estrita para veículos motorizados ignora o crescimento populacional da região e o aumento do uso de bicicletas para deslocamentos diários, transformando os acostamentos em áreas de risco constante para quem não utiliza transporte motorizado.

    Historicamente, a SC-401 foi projetada para suportar um fluxo automobilístico que hoje é superado pela densidade urbana dos bairros lindeiros. Com a previsão de conclusão das intervenções apenas para o próximo ano, a frustração de usuários e coletivos de ciclismo aumenta. A falta de ciclovias seguras e calçadas contínuas não apenas desestimula formas alternativas de transporte, mas perpetua a dependência do automóvel particular em uma via que já atingiu seu limite de capacidade em diversos horários.

    Enquanto o governo estadual avança nas etapas de pavimentação e ampliação de faixas, a mobilidade ativa permanece em segundo plano, sem previsão de ajustes estruturais que garantam a circulação segura de todos os usuários. Para os moradores, a pergunta que fica é se essa intervenção será, de fato, a solução definitiva para o trânsito da ilha ou se apenas reforçará a exclusão de quem opta por caminhos mais sustentáveis em um dos eixos rodoviários mais importantes de Santa Catarina.