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    Redação SC Reporter
    ONU alerta para o aumento da violência contra profissionais da imprensa global

    03 de nov. de 2026, 10:00

    ONU alerta para o aumento da violência contra profissionais da imprensa global

    O aumento no número de assassinatos de jornalistas nos últimos dois anos acende um sinal de alerta sobre a segurança da profissão e a impunidade em zonas de conflito.

    O exercício da liberdade de imprensa enfrenta um dos períodos mais letais da última década. Dados recentes divulgados pela Organização das Nações Unidas revelam que 189 jornalistas foram mortos entre 2024 e 2025, configurando o cenário mais violento para a categoria desde o biênio 2014-2015. O secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que o custo humano pela busca da verdade atingiu patamares exorbitantes, exigindo uma atenção urgente da comunidade internacional.

    O debate ganha relevância no Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas, uma data instituída em memória ao assassinato dos repórteres franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, ocorrido no Mali em 2013. A preocupação atual não se restringe apenas aos ataques físicos tradicionais, mas também à evolução das tecnologias bélicas. A utilização de drones em zonas de guerra tem modificado drasticamente a natureza dos riscos, tornando os profissionais da comunicação alvos frequentes em meio ao fogo cruzado e ataques aéreos.

    A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), por meio de sua presidente Samira de Castro, reforça que a proteção à vida do comunicador é um pilar inegociável da democracia. A entidade, em sintonia com a Federação Internacional de Jornalistas, questiona a eficácia das investigações estatais e exige a responsabilização não apenas dos executores, mas também dos mandantes dos crimes. A impunidade, segundo a organização, atua como um incentivo para novas agressões.

    Para o próximo ano, a ONU planeja aprofundar o debate sobre como o aparato tecnológico moderno, integrado a cenários de guerra, tem desafiado a segurança dos profissionais. Em um contexto em que o acesso à informação se torna mais necessário, a proteção daqueles que documentam conflitos torna-se uma peça-chave para garantir que a transparência prevaleça sobre a força. O apelo global é por justiça imediata e por um ambiente onde o relato dos fatos não signifique, obrigatoriamente, um risco iminente de morte.