06 de out. de 2026, 12:00
Operação da Polícia Civil investiga irregularidades administrativas em Rio dos Cedros
Prefeito, vice e secretária de Rio dos Cedros são afastados dos cargos após investigação da 4ª DECOR sobre esquemas de corrupção e direcionamento de licitações.
A gestão pública em Rio dos Cedros enfrenta um momento de instabilidade institucional nesta terça-feira, 6 de maio. A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação “Passe de Mágica”, que resultou no afastamento imediato do prefeito Jorge Stolf (PL), do vice-prefeito Rafael Nones (União), além da secretária de Planejamento, Habitação e Meio Ambiente e um servidor municipal. A medida, determinada pelo Tribunal de Justiça, visa garantir a lisura das investigações que apuram um complexo esquema de desvios de recursos públicos.
O trabalho investigativo, conduzido pela 4ª Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (DECOR) de Blumenau ao longo dos últimos 15 meses, aponta para uma atuação sistemática na administração municipal. As suspeitas centralizam-se em três pilares: o direcionamento de contratos de obras para empresas com vínculos aos investigados, a valorização imobiliária artificial de terrenos adquiridos via terceiros por meio de intervenções estatais, e a lavagem de capitais utilizando dinheiro em espécie e pessoas jurídicas como fachada.
Como parte da ofensiva judicial, 37 mandados de busca e apreensão foram executados em Rio dos Cedros, Timbó e Blumenau, incluindo o prédio da prefeitura. O impacto financeiro das medidas é expressivo: o Judiciário determinou o sequestro de 26 imóveis e o bloqueio de bens que totalizam R$ 34,6 milhões, além da suspensão imediata de contratos e pagamentos suspeitos. A operação mobilizou um contingente de 120 policiais civis e contou com o suporte técnico da Polícia Científica.
Para a população de Rio dos Cedros, município de pequeno porte no Médio Vale do Itajaí, o episódio gera incertezas sobre a continuidade de serviços essenciais e o impacto das obras interrompidas. O afastamento da cúpula do Executivo impõe um processo de transição administrativa imediato, enquanto o Judiciário segue com as cautelares que proíbem qualquer forma de comunicação entre os investigados, visando preservar a integridade das provas coletadas durante a apuração iniciada no ano passado.
