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    Redação SC Reporter
    Operação Transparência tem Cezinha de Madureira como alvo em nova fase

    14 de set. de 2026, 12:30

    Operação Transparência tem Cezinha de Madureira como alvo em nova fase

    Terceira etapa da investigação sobre tráfico de influência cumpre mandados em São Paulo e no Distrito Federal. As buscas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do STF.

    A suspeita de uso de influência política para interferir na administração pública está no centro de uma investigação que tem o deputado Cezinha de Madureira entre os alvos. A terceira fase da Operação Transparência prevê o cumprimento de mandados em São Paulo e no Distrito Federal, com buscas autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Para o público de Santa Catarina, o caso traz uma discussão que ultrapassa os locais das diligências: a diferença entre a representação legítima de interesses junto ao poder público e a exploração de suposto acesso privilegiado a autoridades. A apuração disponível, porém, não menciona mandados, investigados ou órgãos catarinenses envolvidos.

    Segundo as informações divulgadas pelo ND Mais, a operação investiga tráfico de influência. Cezinha de Madureira é apresentado como aliado do ministro André Mendonça, também integrante do STF. Essa proximidade, por si só, não demonstra irregularidade nem permite atribuir a Mendonça participação nos fatos investigados. O material fornecido não informa que o ministro seja alvo da operação.

    No Código Penal brasileiro, o tráfico de influência envolve solicitar, exigir, cobrar ou obter vantagem, ou promessa de vantagem, sob o argumento de influenciar ato praticado por funcionário público no exercício da função. A caracterização do crime depende da análise das condutas e das provas de cada caso. Manter relações políticas ou procurar autoridades para apresentar demandas não constitui, isoladamente, essa prática.

    Essa distinção é relevante também na relação de estados e municípios com Brasília. Parlamentares e representantes de governos locais atuam na defesa de projetos, na apresentação de reivindicações e na interlocução com órgãos federais. O ponto a ser esclarecido em investigações dessa natureza é se houve exploração dessas relações para obter vantagem nas condições previstas em lei.

    A autorização judicial para buscas permite reunir elementos para a investigação, mas não equivale a uma condenação. O fato de a Operação Transparência chegar à terceira fase indica a existência de etapas anteriores, sem que o resumo disponível detalhe seus resultados ou explique a conexão entre elas.

    Ainda não constam do material consultado a quantidade de mandados, os endereços das diligências, os episódios atribuídos ao deputado ou uma manifestação de sua defesa. Esses limites impedem estabelecer o alcance das suspeitas e antecipar conclusões sobre responsabilidades. Os investigados têm direito à defesa e à presunção de inocência.