13 de set. de 2026, 23:00
Palmeiras suspende atividades de Felipe Teresa enquanto aguarda apuração de denúncia
Atacante do Sub-20 foi afastado após a ex-esposa, Marcelle Barbosa, relatar agressões durante uma viagem. Clube informou que novas medidas dependerão da apuração dos fatos.
Felipe Teresa ficará fora das atividades da equipe Sub-20 do Palmeiras enquanto o clube aguarda a apuração de uma denúncia de agressão apresentada por sua ex-esposa, Marcelle Barbosa. A medida tem caráter administrativo e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade do atacante no caso.
O afastamento foi determinado pela presidente Leila Pereira depois que o Palmeiras tomou conhecimento da denúncia. Em seu posicionamento, o clube repudiou a violência contra mulheres e informou que eventuais providências adicionais dependerão do esclarecimento dos fatos.
Marcelle tornou o relato público em um vídeo nas redes sociais, no domingo (13). Segundo ela, as agressões ocorreram em 15 de agosto, durante um deslocamento de van entre São Paulo e Rio de Janeiro. O boletim de ocorrência teria sido registrado aproximadamente duas semanas depois. As informações disponíveis não incluem uma manifestação do jogador sobre as acusações nem detalhes sobre o andamento da investigação.
A denunciante afirma que viajava com Felipe, o filho do casal, o assessor do atleta, a esposa do assessor e o motorista. O compromisso inicialmente previsto era o aniversário da cunhada do assessor. Durante o percurso, porém, ela diz ter descoberto que o jogador pretendia sair com amigos para um baile no Complexo do Alemão, o que deu início a uma discussão.
No depoimento, Marcelle reconhece que jogou fora roupas compradas pelo atleta para o evento durante uma parada. Ela relata que, depois disso, Felipe avançou em sua direção para recuperar um celular que havia dado a ela. A mulher afirma ter usado um guarda-chuva para se proteger e diz que um funcionário de um posto de combustíveis interveio. Ao retornar à van, segundo seu relato, foi atingida por um chute.
Outro episódio teria ocorrido em uma parada na Serra das Araras, trecho da ligação rodoviária entre São Paulo e Rio de Janeiro. Marcelle conta que estava no veículo apenas com Felipe e o filho quando houve uma nova discussão. Ela admite ter dado um tapa no jogador e afirma que ele reagiu com um soco, causando inchaço e ferimentos no nariz e na boca.
A mulher diz que recebeu ajuda da esposa do assessor ao sair da van. Após conversar com a mãe, pediu atendimento em uma unidade de saúde, mas, conforme seu depoimento, acabou sendo deixada em casa, no Rio de Janeiro. Ela afirma ter procurado uma delegacia naquele dia, sem formalizar a ocorrência por medo das consequências para si e para o filho.
Marcelle também relata que manteve um relacionamento de aproximadamente três anos com o atacante. Segundo ela, após o episódio, a assessoria dele enviou um documento que buscaria estabelecer a renúncia a direitos relativos à união estável. Ela diz ter recusado a assinatura e afirma ter sofrido coação e humilhações posteriormente. Essas alegações também dependem de apuração.
Embora o caso relatado tenha ocorrido fora de Santa Catarina, os canais de orientação sobre violência doméstica atendem mulheres em todo o país. No estado, assim como nas demais unidades da federação, o Ligue 180 oferece informações sobre direitos e serviços da rede de proteção. Em situações de emergência ou risco imediato, o atendimento policial deve ser acionado pelo 190. A Lei Maria da Penha prevê mecanismos de proteção também em situações envolvendo ex-companheiros, conforme as circunstâncias de cada caso.
