03 de out. de 2026, 00:00
Polícia investiga furto de mobília em imóvel de temporada no Balneário Rincão
Uma mulher está sendo investigada por vender móveis de uma casa alugada durante o período de locação, causando um prejuízo estimado em R$ 17 mil ao proprietário.
Uma ocorrência atípica no setor de locações de curta temporada em Balneário Rincão, no Litoral Sul catarinense, revelou uma prática criminosa que surpreendeu proprietários e autoridades locais. Uma hóspede está sob investigação policial após ter se apropriado e comercializado diversos itens que guarneciam a residência alugada, subvertendo o contrato de estadia para realizar um desmanche ilícito do patrimônio alheio.
O esquema veio à tona quando o proprietário do imóvel percebeu a ausência de diversos bens após o término do período de locação. De acordo com as apurações iniciais, o conjunto de itens subtraídos possuía um valor de mercado estimado em R$ 17 mil. A investigada teria repassado o mobiliário completo a um estabelecimento comercial de objetos usados pela quantia irrisória de R$ 3,8 mil, gerando uma disparidade significativa entre o prejuízo sofrido pela vítima e o lucro obtido pela autora do crime.
Parte dos móveis foi localizada e recuperada pela Polícia Civil em diligências realizadas em lojas de usados da região, o que foi fundamental para confirmar a materialidade da ação criminosa. O caso levanta um alerta para o mercado de aluguéis por temporada em Santa Catarina, que movimenta a economia de diversas cidades litorâneas, especialmente em municípios de menor porte onde a confiança mútua ainda é a base da negociação entre locadores e locatários. O inquérito policial segue em curso para identificar se houve envolvimento de terceiros na logística de transporte dos objetos ou no receptação dos bens.
O incidente reforça a necessidade de maior rigor no cadastro de visitantes e na formalização de contratos de locação temporária, mesmo em áreas de veraneio tradicionais. A delegacia local prossegue com a coleta de depoimentos e a análise de provas documentais para concluir a investigação e encaminhar o caso ao Poder Judiciário. A suspeita responderá, inicialmente, por furto, com agravantes que serão definidos após a conclusão do procedimento investigatório pelas autoridades competentes.

