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    Redação SC Reporter
    Policiais usam corda para resgatar mulher no Rio Itajaí-Açu, em Blumenau

    14 de set. de 2026, 02:30

    Policiais usam corda para resgatar mulher no Rio Itajaí-Açu, em Blumenau

    Cabos Acauã e Probst entraram na água no Centro da cidade e retiraram a mulher em meio à correnteza forte e ao lodo. Circunstâncias da ocorrência e estado de saúde dela não foram informados.

    A presença de uma mulher nas águas do Rio Itajaí-Açu, no Centro de Blumenau, mobilizou dois policiais militares para um resgate em condições adversas. O rio estava cheio, a correnteza era forte e o lodo dificultava a movimentação. Uma corda levada na mochila da guarnição foi usada para retirar a mulher da água.

    Os cabos Acauã e Probst, da Polícia Militar de Santa Catarina, entraram no rio para fazer o salvamento. Conforme a apuração divulgada pelo Jornal Razão, os agentes não utilizavam coletes salva-vidas nem boia. O material disponível na mochila serviu de recurso para a retirada, em um cenário que também expunha os policiais ao risco de serem arrastados.

    As informações disponíveis não esclarecem como a mulher foi parar no Itajaí-Açu nem por quanto tempo permaneceu na água. Também não há indicação da data e do horário da ocorrência, do ponto exato do resgate ou das condições de saúde dela após sair do rio. Sem esses dados, não é possível estabelecer a dinâmica anterior à chegada da guarnição.

    O episódio ocorreu em uma área onde o Itajaí-Açu é parte central da paisagem e da história urbana. Blumenau se desenvolveu às suas margens, e a relação com o rio reúne importância econômica, identidade cultural e exposição a inundações. As grandes enchentes de 1983 e 1984 permanecem como referências dessa vulnerabilidade no Vale do Itajaí.

    Esse histórico ajuda a dimensionar a atenção necessária ao curso d’água, mas não permite atribuir o nível observado durante o salvamento a uma enchente específica. A apuração relata que o rio estava cheio, sem apresentar medição de nível ou informações meteorológicas daquele momento.

    Em situações como essa, correnteza e lodo representam obstáculos diferentes e simultâneos: enquanto a água em movimento pode deslocar uma pessoa, o fundo instável dificulta o apoio dos pés. A combinação reduz a segurança de quem está no rio e torna a aproximação para um salvamento mais arriscada.

    Embora a retirada tenha sido realizada pelos policiais, entrar na água sem equipamentos adequados não deve ser tomado como orientação ao público. Ao presenciar alguém em perigo em um rio, a conduta mais segura é acionar socorro especializado pelo telefone 193, dos bombeiros, informar a localização com precisão e evitar uma entrada que possa produzir outra vítima.