13 de set. de 2026, 22:00
Presença de rã invasora em Ratones leva a novas vistorias em Florianópolis
Novo registro em áreas já mapeadas do bairro reforça a necessidade de monitoramento ambiental. Segundo a prefeitura, temperaturas elevadas aumentam a atividade dos animais.
A proteção dos ambientes aquáticos de Ratones, no norte da Ilha de Santa Catarina, voltou à pauta com um novo registro de rã exótica invasora no bairro. A presença desse tipo de animal exige atenção porque pode afetar espécies nativas e alterar relações de alimentação e competição em lagoas, brejos e outros espaços associados à água.
O registro ocorreu em áreas que já estavam mapeadas. A Prefeitura de Florianópolis programa novas vistorias nesses locais e aponta que as temperaturas elevadas aumentam a atividade dos animais. As informações disponíveis, porém, não detalham quando as inspeções serão realizadas nem quantos exemplares foram observados.
A repetição do avistamento reforça a importância de acompanhar a ocorrência, mas não permite, por si só, concluir que houve crescimento da população ou expansão para outras partes da cidade. Para verificar essas possibilidades, é necessário comparar registros e avaliar a distribuição dos animais ao longo do tempo.
Ratones reúne características que tornam o tema especialmente relevante para a conservação ambiental da capital. O bairro mantém áreas de ocupação rural e está inserido em uma paisagem marcada por cursos d’água, vegetação e manguezais. A bacia do rio Ratones faz parte desse conjunto de ambientes, cuja preservação depende também do equilíbrio entre as espécies que ali vivem.
Espécies exóticas são aquelas levadas, por ação humana direta ou indireta, para fora de sua área de ocorrência natural. Quando conseguem se estabelecer e ameaçam a biodiversidade local, são consideradas invasoras. No caso de anfíbios, os impactos podem envolver competição por alimento, predação de animais nativos e transmissão de agentes causadores de doenças. Esses são riscos gerais de invasões biológicas, não efeitos já comprovados para o episódio registrado em Ratones.
O animal citado na apuração é conhecido por uma vocalização semelhante ao mugido de um boi. O som pode chamar a atenção de quem mora perto de áreas úmidas, mas a confirmação da identificação e a avaliação das medidas de manejo cabem às equipes técnicas.
O calor acrescenta um fator ao monitoramento. Como os anfíbios dependem das condições externas para regular a temperatura corporal, mudanças no ambiente influenciam sua atividade. Isso ajuda a contextualizar a observação da prefeitura, sem significar que as altas temperaturas sejam, isoladamente, responsáveis pela presença da espécie.
Para os moradores, a orientação preventiva é não transportar nem soltar esses animais em outros locais, prática que pode favorecer sua dispersão. Eventuais observações podem ser comunicadas ao órgão ambiental municipal, com indicação do ponto do avistamento e, quando possível, registro feito à distância. As próximas vistorias deverão ajudar a esclarecer a situação nas áreas já conhecidas de Ratones.

