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    Redação SC Reporter
    Projeto busca retirada de cargueiro histórico submerso no Porto de Itajaí

    02 de out. de 2026, 12:00

    Projeto busca retirada de cargueiro histórico submerso no Porto de Itajaí

    Após mais de um século, uma iniciativa ambiciosa pretende remover o navio Pallas, um cargueiro alemão que naufragou na costa catarinense em 1891, exigindo um investimento de R$ 23 milhões.

    O leito do Rio Itajaí-Açu guarda, há 133 anos, os restos estruturais do cargueiro Pallas. A embarcação alemã, que colidiu na região em 1891, tornou-se um marco histórico para Santa Catarina, mas hoje representa um desafio logístico e ambiental para o Porto de Itajaí. Uma proposta técnica para a remoção completa dos 67 metros de extensão do navio foi formalmente apresentada à autoridade portuária, com um orçamento estimado em R$ 23 milhões para a execução da manobra.

    A presença dessa carcaça metálica no fundo do canal de navegação é um tema recorrente na agenda de desenvolvimento da infraestrutura marítima local. O navio não apenas ocupa espaço valioso, mas também impõe restrições operacionais e riscos constantes às manobras de navios de grande porte que acessam um dos principais terminais de exportação do país. A operação, contudo, é complexa e exige um rigoroso protocolo de engenharia, considerando a degradação da estrutura e o impacto no ecossistema aquático.

    Historicamente, o naufrágio do Pallas é um símbolo das dificuldades enfrentadas pela navegação na costa catarinense no final do século XIX. A viabilidade da retirada agora depende de uma análise minuciosa por parte dos órgãos reguladores e ambientais. Se aprovado, o projeto deverá integrar as diretrizes de expansão e modernização do Porto de Itajaí, garantindo maior fluidez ao tráfego portuário e assegurando que a memória histórica da embarcação seja devidamente preservada em terra firme ou por meio de registros documentais.

    Embora o custo de R$ 23 milhões seja significativo, especialistas apontam que o retorno em segurança e eficiência para a navegação justifica o investimento. A decisão final está nas mãos das autoridades competentes, que devem avaliar o cronograma de trabalho e a mitigação dos danos ambientais durante o içamento dos escombros. O desfecho desta operação marcará um novo capítulo na modernização da logística catarinense, fechando finalmente o ciclo do Pallas no fundo do rio.