SC Reporter
    Redação SC Reporter
    Quaest mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno

    14 de set. de 2026, 14:30

    Quaest mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno

    Senador aparece com 42% e presidente com 40% na simulação, dentro da margem de erro. No primeiro turno, Lula mantém a liderança, com 36%, diante de 31% de Flávio.

    A disputa presidencial apresenta um cenário de equilíbrio que merece atenção também em Santa Catarina, onde o eleitorado deu maioria a Jair Bolsonaro na eleição de 2022. Na simulação de segundo turno da Quaest divulgada pelo Jornal Razão, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença, porém, está dentro da margem de erro e não permite afirmar uma liderança estatisticamente consolidada.

    O levantamento atribui 42% das intenções de voto a Flávio e 40% a Lula nesse confronto. Conforme as informações divulgadas, é a primeira vez na campanha que o senador registra um percentual superior ao do presidente em um cenário de segundo turno medido pelo instituto. O dado representa uma mudança na ordem numérica dos candidatos, mas deve ser lido como empate técnico.

    No primeiro turno, a posição se inverte: Lula lidera com 36%, enquanto Flávio alcança 31%. A distância de cinco pontos percentuais é a menor já registrada pela Quaest entre os dois, segundo a apuração apresentada. Os resultados mostram, portanto, situações distintas: vantagem numérica do presidente na disputa inicial e equilíbrio no confronto direto.

    Essa diferença entre os cenários ajuda a compreender a dinâmica da eleição presidencial. No primeiro turno, o eleitor pode distribuir sua preferência entre várias candidaturas. Em um eventual segundo turno, a escolha fica restrita aos dois mais votados. Por isso, os percentuais das duas etapas não devem ser tratados como se fossem uma única disputa, nem permitem identificar, isoladamente, para onde migrariam os votos dos demais concorrentes.

    Para o público catarinense, há um contexto político relevante. Além do resultado presidencial de 2022 favorável a Jair Bolsonaro no estado, Santa Catarina elegeu naquele ano Jorginho Mello, também do PL, para o governo. Esse histórico ajuda a dimensionar a presença da direita e do bolsonarismo na política local. Não autoriza, contudo, projetar os índices nacionais da Quaest sobre o eleitorado catarinense: o material disponível não traz um recorte estadual.

    Também faltam, na apuração fornecida, informações como período de coleta, tamanho da amostra, contratante e valor exato da margem de erro. Sem esses elementos, não é possível detalhar a metodologia nem avaliar a significância estatística da mudança em relação a levantamentos anteriores. A conclusão sustentada pelos números apresentados é mais restrita: a distância entre Lula e Flávio diminuiu no primeiro turno, enquanto a simulação de segundo turno permanece sem vantagem conclusiva.