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    Redação SC Reporter

    19 de out. de 2026, 21:00

    Servidor público confessa fraude em cadastro partidário de senador

    Funcionário da Infraero admitiu à Polícia Federal ter realizado uma filiação indevida de Flávio Bolsonaro ao partido Missão, alegando tratar-se de uma iniciativa isolada.

    O cenário político nacional foi alvo de uma tentativa de desinformação que mobilizou as autoridades federais. Demóstenes Porto Fagundes, servidor da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) desde 2003 e atualmente cedido à Advocacia-Geral da União (AGU), confessou perante a Polícia Federal em Belo Horizonte ser o responsável pelo registro fraudulento do senador Flávio Bolsonaro (PL) junto ao partido Missão. O ato, que utilizou dados fictícios e endereços inexistentes, foi realizado diretamente pelo site da sigla.

    Em seu depoimento, prestado no último dia 21 de agosto, o servidor minimizou a gravidade do episódio, classificando a manobra como uma "brincadeira de mau gosto". Segundo ele, a motivação por trás da inserção dos dados falsos seria apenas o recebimento de materiais de campanha do partido, negando qualquer intenção deliberada de causar danos à imagem ou à trajetória política do parlamentar. Apesar da justificativa apresentada, a Polícia Federal mantém a cautela e segue com as investigações para confirmar a ausência de outras motivações ou conexões organizadas.

    Como desdobramento imediato da apuração, o aparelho celular do servidor foi apreendido e encaminhado para perícia técnica. O objetivo da diligência é rastrear o histórico de acessos e verificar se o uso de sistemas partidários para fraudes de identidade teve desdobramentos além deste caso isolado. O episódio traz à tona preocupações sobre a segurança e a integridade dos processos de filiação digital das legendas brasileiras, que muitas vezes operam com falhas na validação de documentos dos novos integrantes.

    Para o eleitor, o caso serve como um alerta sobre a fragilidade das plataformas online de partidos políticos, que se tornaram ferramentas de conveniência, mas também de vulnerabilidade. Enquanto a investigação prossegue, o servidor segue sendo acompanhado pelas instâncias correcionais de sua origem funcional. O episódio reforça a necessidade de maior rigor no controle de dados biométricos e documentais em cadastros partidários, evitando que agentes públicos ou terceiros utilizem a fragilidade dos sistemas para criar falsas narrativas eleitorais.