13 de set. de 2026, 22:00
STF requisita à PF dados do celular de fundador do Banco Master
Ordem de Cristiano Zanin foi dada dois dias antes de sessão que poderá abordar questões da investigação envolvendo Vorcaro. Conteúdo do material e alcance da análise não foram detalhados na apuração disponível.
O envio de dados do celular do fundador do Banco Master ao Supremo Tribunal Federal (STF) acrescenta uma etapa à investigação acompanhada também por clientes e investidores fora dos grandes centros financeiros. Para o público de Santa Catarina, a distinção central é entre uma medida de coleta e análise de informações e uma conclusão judicial: a requisição, por si só, não comprova irregularidades nem permite apontar consequências para aplicações financeiras.
O ministro Cristiano Zanin determinou que a Polícia Federal entregue ao STF dados do aparelho de Vorcaro, segundo informação publicada pelo ND Mais. A decisão ocorreu dois dias antes de uma sessão que poderá examinar questões relacionadas às investigações envolvendo o fundador do banco.
A proximidade entre a ordem e a sessão dá relevância ao momento processual. Isso, porém, não significa que o conteúdo solicitado será necessariamente discutido ou que haverá uma decisão definitiva sobre os pontos investigados. A apuração disponível não detalha quais dados foram requisitados, se já foram entregues ou qual será a extensão da análise pelos ministros.
O relato também associa a possível discussão a questões sobre o relacionamento de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes. Não apresenta, entretanto, mensagens, documentos ou outros elementos que permitam caracterizar esse relacionamento. Assim, não há base nas informações fornecidas para atribuir conduta irregular a qualquer um dos envolvidos.
Em investigações que utilizam material de celulares, é necessário distinguir a obtenção dos registros de sua interpretação. Mensagens, arquivos e outros dados digitais precisam ser examinados em contexto, com observância das regras processuais e do direito de defesa. A existência de uma ordem de entrega não antecipa o valor que o material poderá ter como prova.
Em Santa Catarina, onde cooperativas de crédito, bancos e plataformas de investimento integram o cotidiano de famílias e empresas, notícias sobre instituições financeiras têm interesse que ultrapassa o ambiente jurídico. Ainda assim, decisões em uma investigação não devem ser confundidas com anúncios sobre funcionamento bancário, disponibilidade de recursos ou proteção de investimentos. Nenhuma mudança nesses aspectos foi informada na apuração.
O próximo ponto de acompanhamento é a sessão mencionada no relato e a eventual análise das questões ligadas ao caso. Até que haja informações sobre o material e sobre as deliberações do tribunal, o fato confirmado é a determinação de Zanin para que a PF encaminhe os dados ao Supremo.

