14 de set. de 2026, 16:01
Sucessão no Espírito Santo amplia presença do MDB nos governos estaduais
Ricardo Ferraço assumiu o Executivo capixaba em abril após a saída de Renato Casagrande, do PSB, para disputar o Senado. Mudança coloca o estado entre os cinco administrados pelo MDB.
A troca de comando no Espírito Santo tem um efeito que vai além das fronteiras capixabas: altera a distribuição dos governos estaduais entre os partidos. Com a chegada de Ricardo Ferraço ao Executivo, em abril, o estado passou a integrar o grupo de cinco unidades da Federação administradas pelo MDB, conforme informação publicada pelo ND Mais.
Para Santa Catarina, onde o MDB tem uma trajetória de protagonismo político, esse movimento ajuda a dimensionar a presença nacional da legenda. O número de governos sob uma mesma sigla é um dos indicadores de sua capacidade de articulação, embora não represente, por si só, alinhamento automático entre administrações ou definição de alianças eleitorais.
Ferraço assumiu o cargo depois que Renato Casagrande, do PSB, deixou o governo para disputar uma vaga no Senado. A alteração partidária no comando do estado decorre, portanto, da sucessão no Executivo, e não de uma nova eleição para governador. Essa distinção é importante para compreender como o mapa político pode mudar durante um mandato.
A saída de governadores que pretendem concorrer a outros cargos está prevista nas regras eleitorais brasileiras. A Constituição determina que presidente da República, governadores e prefeitos renunciem aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito quando desejam disputar um cargo diferente. O mecanismo é conhecido como desincompatibilização e ajuda a explicar por que períodos pré-eleitorais costumam concentrar mudanças nas chefias dos Executivos.
No caso capixaba, a transição também conecta duas esferas de poder: enquanto Ferraço passa a conduzir a administração estadual, Casagrande direciona seu projeto eleitoral ao Legislativo federal. O Senado representa os estados e o Distrito Federal, com três cadeiras para cada unidade, independentemente do tamanho de sua população.
Em Santa Catarina, a história do MDB inclui passagens pelo governo com Luiz Henrique da Silveira e Eduardo Pinho Moreira. A presença da legenda na política catarinense oferece um ponto de referência para acompanhar movimentos semelhantes em outros estados, sem que isso permita projetar efeitos locais imediatos.
O dado central da mudança é a transferência do comando capixaba do PSB para o MDB. Já seus possíveis desdobramentos sobre alianças, prioridades administrativas ou a disputa eleitoral dependem de decisões posteriores e não podem ser deduzidos apenas da filiação partidária do novo governador.

